Apresentação do filme “bambule” de Ulrique Meinhof, 5ª feira, 27/11, no RDA49

“O filme conta a história de várias raparigas nas franjas da sociedade, confinadas a um internato estatal e cujas condições levam a uma violenta insurreição.
O seu roteiro foi baseado numa série de entrevistas que Meinhof conduziu com essas jovens, assim como no convívio que a mesma estreitou com várias delas – que hospedou em sua casa (uma delas, Irene Georgens, viria a se tornar membro da RAF). Essa casa é, no filme, claramente o análogo de uma prisão e, também, um microcosmos da sociedade alemã como um todo. À instituição total figurada na casa não se opõem espaços de liberdade, mas essa simplesmente concentra e explicita uma espécie de dominação generalizada, como se verá na breve tentativa de fuga encetada por uma das jovens.”

hqdefault“Um filme para televisão, “bambule” (parece que o “b” em caixa baixa é intencional) está intrinsecamente ligado à história do grupo Baader-Meinhof. Esta profunda ligação foi o que transformou este telefilme “menor” num dos grandes “filmes perdidos” durante quase 25 anos.
“bambule”, produzido pela Sudwestfunks, emissora pública regional de Estugarda, tinha como data prevista para estreia na Alemanha o dia 14 de Maio de 1970, na emissora pública ARD. Mas o filme foi retirado do alinhamento, uma vez que a sua escritora, Ulrike Meinhof, se tornara, quatro dias antes, a fugitiva mais procurada da Alemanha, pelo seu envolvimento na fuga de Andreas Baader à custódia policial, em Berlim.

O que era um retrato efectivo e evocativo da vida num reformatório feminino, ganhou proporções de “nitroglicerina” política, tendo permanecido fechado e inacessível nos arquivos da emissora durante décadas.”

Ver mais em:

http://rda69.wordpress.com/2014/11/25/bookbloc-feminista-de-novembro-apresentacao-do-filme-bambule-de-ulrique-meinhof/

https://www.facebook.com/events/770081283063347/?pnref=story

#chupasocrates!

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“Fazer, Criar, Poder Popular!”

Com passatempo em versão beta.

A contra-revolução foi há 39 anos

25novembro

Os que ganharam continuam a mandar no Estado. Os que perderam continuam a conspirar na sombra. A meio caminho não sobra ninguém. Ou se celebrou ou se lamentou. Há momentos na história onde não há nenhuma hipótese de se ficar em cima do muro. Quem festeja Abril chorou Novembro. Quem festeja Novembro chorou Abril. Hoje será sempre um dia triste.

#Ferguson. Revista geral de imprensa

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Feed do Reddit que foi acompanhando a noite em directo

Noticia do Guardian sobre a decisão do Grand Jury

“Live updates” do Guardian sobre os protestos

Manifestação em Oakland na California

“É bastante raro um júri decidir como decidiu este” 

Dossier da CNN

Gawker: Darren Wilson não é acusado

Blogue que reúne várias das iniciativas de protesto: Ferguson National Response

Bombas especiais que a polícia está a usar durante os motins

Convocatória para a manifestação de Oakland

“Porque é que é impossível acusar judicialmente um polícia”

Vice News em directo de Fergusons (brutos)

Inextinguishable Fire: Ferguson and Beyond (Teoria/opinião)

No more Missouri Compromises (Teoria/opinião)

 

Obedecer Mata

Ao cuidado dos soldados israelitas :

“Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão”

« Emergency services spokesman Ashraf al-Qudra identified the dead man as Fadel Mohammed Halawa, 32, saying the bullet had hit him in the back. Qudra said the bullet appeared to have been fired from a nearby army watchtower at a man who was farming land near the border fence. »

Me, myself and i

stash-1-511ff566cf1e6Não entendo o paralelo feito pelo João Labrincha entre o QSLT e o Podemos Falar. O QSLT reunia à porta fechada, o Podemos Falar fez todas as suas reuniões abertas a quem nelas queira participar. O QSLT tinha muita gente do BE e do PCP, o Podemos Falar nem pouco mais ou menos. O QSLT tinha uma política de veto, o Podemos Falar não pede cadastro à porta. Um servia para convocar manifestações o outro pondera fazer política de base e, ainda que tenha os olhos postos numa saída organizativa, esse debate decorrerá em aberto numa Assembleia Cidadã a realizar nos dias 13 e 14 de Dezembro. Com toda a sinceridade o único paralelo possível entre os dois processos é a azia do João Labrincha e, eventualmente, a ideia algo disparatada de se imaginar um Podemos feito à sua imagem e semelhança. Inaugurada a novela aguardam-se os próximos capítulos sem grande entusiasmo.

Lumbersexual, histerismo pós-hipsteriano

Depois dos hypsters, os lumbersexuais. Não muda muito nas peneiras, mas o jeito entra ainda mais para o campo, outrora exclusivo, dos labregos. No instagram e no facebook há mais exemplos além dos que aqui se publicam, e em todos o mesmo padrão. Atrás da aparente normalidade há um sem fim de preocupações estético-gráficas. Não tenho nenhum problema com a valorização da estética, tendo a encaixar isso no universo dos direitos, liberdades e garantias que ainda vamos usufruindo, mas já me causa alguma confusão que a excentricidade estético-gráfica se esconda atrás a ideia de normalidade.

No outro dia vi um que passeava pelo Chiado. Era tão bonito como pomposo mas o pomposo quase lhe escondia o que tinha de bonito. A cada dez segundos retocava o cachecol, milimetricamente disposto sobre o xadrez da camisa engomada na perfeição. Nada ali era deixado ao acaso. Lembrou-me, claro, os punks que o punk pariu depois do punk morrer. Espero que isto seja só sintoma que os hipsters passaram à história, sem que nenhuma outra história venha sobrepor-se numa versão fetichizada.