Jerusalém Oriental is burning

Temos de reconhecer que em matéria de pragmatismo humorístico os representantes políticos israelitas têm sempre uma bela resposta na ponta da língua. Às declarações do governo  brasileiro sobre o uso desproporcional de força em Gaza, o porta-voz do Ministério dos negócios estrangeiros israelita, Yigal Palmor, respondeu: “desproporcional é levar 7 a 1”. Ao reconhecimento do Estado palestiniano da parte do governo sueco,  o ministro israelita dos negócios estrangeiro, Avigdor Lieberman, responde em comunicado: “O governo sueco tem de compreender que as relações no Médio-Oriente são mais complicados que montar móveis IKEA”.

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Mas o malabarismo com as palavras entre pragmatismo humorístico e o pragmatismo político, distrai do essencial: a perigosidade do Estado de Israel. Jerusalém oriental tem dado, neste últimos dias, sinais de fogo sobre o horror das condições de vida sob domínio colonial. Gidéon Levy fala aqui do apartheid que se vive em Jerusalém, questionando-se como é possível não haver mais atentados: Israel decide acelerar a construção de colónias, cerca de 1000  alojamentos; Israel prende 900 palestinianos; Israel fecha a esplanada das Mesquitas aos muçulmanos. E até o L´Express (jornal marcadamente de direita) mete um ponto de interrogação depois de deixar por escrito “terceira intifada”.

Jerusalém is burning.

Oakland: Fuck Zionism Yeah!

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Há quem não se deixe levar pela propaganda da paz em tempo de guerra, e continue a oferecer a resistência necessária ao apartheid sionista. Em Oakland, o movimento internacional de solidariedade com a Palestina e a organização dos estivadores (ILWU) conseguiram mais uma importante vitória bloqueando o funcionamento da linha de carregamentos israelita ZIM. 

Contra a censura nas paredes da Universidade de Coimbra

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Dura há algum tempo a luta contra o branco nas paredes da Universidade de Coimbra. A propósito da recuperação desse debate, que infelizmente continua actual face à panaceia da candidatura da Alta de Coimbra a Património Mundial da Unesco, alguém descobriu por aí dois espaços (1, 2) onde as pinturas resistem à censura. Em cima, publica-se uma acção de luta inserida no ResPúblicas Por Outro Abril, onde o pintor Mário Silva, ao lado dos estudantes das repúblicas, enfrentou a polícia e a censura com uma pintura. (Aqui e aqui também em vídeo.)

TÚNEIS DE ENTENDIMENTO – Para um acordo histórico sobre o lançamento de anões

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Da esquerda para a direita: coisinho, rapariga, rapaz, coisinha e ferro

“Saudações” e “apoios” ao novo mandato da Dilma

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Confesso que não sei qual dos dois é mais comovente. Se o do PCP se o da Banca (Bradesco, Itaú, Santander). Se alguém descobrir as diferenças, é avisar.

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Itaú

“O pronunciamento da presidenta foi muito positivo e a proposta de dialogar na busca de alinhamento para aprovação das reformas necessárias é extremamente importante para o futuro do País. O compromisso com o combate à corrupção e à impunidade reenfatizado por ela é muito bem recebido por todos os brasileiros. A importância da parceria com o setor produtivo e financeiro declarada pela presidenta também traz confiança e tranquilidade aos agentes econômicos, empresários e investidores”

Bradesco

“maturidade e a solidez da democracia brasileira”. “Temos a convicção de que a presidenta reeleita Dilma Rousseff renovou pelo melhor caminho — o do voto da maioria dos brasileiros — todas as condições necessárias para avançar sobre os grandes desafios que o país tem pela frente. Desejamos-lhe as merecidas saudações, com a crença de que teremos quatro anos de muito trabalho e conquistas. (…) O Brasil é exemplo de democracia moderna”.

Santander

O Santander manifestou a “total confiança” na experiência da presidente Dilma Rousseff. Em nota assinada pelo presidente Jesús Zabalza, o banco diz acreditar “na capacidade de liderança (de Dilma) para implementar as medidas necessárias para que o Brasil construa um novo ciclo de crescimento sustentável, que beneficie a todos os brasileiros. (…) a democracia sai fortalecida destas eleições, em mais uma prova da solidez institucional do País.”

PCP

Queridos Camaradas:

Ao tomar conhecimento dos resultados da segunda volta das eleições presidenciais no vosso país, bem como dos resultados para as eleições dos diferentes órgãos federais e estaduais do Brasil, expressamos-vos a nossa alegria e satisfação pela reeleição da companheira Dilma Roussef como Presidente da República Federativa do Brasil, bem como pelos resultados do PCdoB que se afirma como uma força política necessária aos trabalhadores com crescente implantação nacional.

Acompanhamos, com grande interesse e espírito solidário esta importante batalha eleitoral e tudo o que com ela esteve em causa num quadro social e político muito exigente e que coloca grandes desafios ao aprofundamento do carácter progressista do processo iniciado com a Eleição de Lula da Silva há doze anos atrás.

Assim, ao transmitir-vos as nossas felicitações, queremos desejar-vos os melhores sucessos nas batalhas que a situação econômica, social e política brasileira coloca ao vosso partido, em defesa das justas aspirações das massas trabalhadoras e populares do Brasil, da sua unidade e ação em defesa dos seus interesses, pelo progresso econômico e social e a soberania do Brasil e pela construção do Socialismo no vosso País.

Os resultados destas eleições, derrotando ambiciosos projetos da reação e do imperialismo, adquirem uma grande importância para o prosseguimento dos processos revolucionários e de mudança progressista em curso na América Latina assim como na resposta aos grandes desafios que a atual situação internacional, em profunda mudança, marcada por uma profunda crise do capitalismo e por uma violenta ofensiva do imperialismo, comporta. Uma situação muito complexa que exige dos nossos partidos uma ainda maior solidariedade, cooperação e ação conjunta no sentido do fortalecimento do movimento comunista internacional e da frente anti-imperialista.

Confirmando-vos a nossa vontade de estreitar os laços de amizade e cooperação entre os nossos dois partidos enviamos-vos, queridos camaradas, as nossas

Fraternais Saudações

O Secretariado do Comité Central do Partido Comunista Português

Últimas da dominação de classe em Portugal

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Enquanto os ricos deste país se excitam cada vez mais loucamente com os novos BMW, a falta de camas em hospitais obriga a adiar as operações de pessoas com cancro da mama, próstata, aparelho digestivo, etc.

“Não abro mais camas porque não tenho condições para isso. Queria ter um contrato com o Ministério [da Saúde] mais substancial e, neste momento, aquilo que nós sabemos é que não há muita disponibilidade para tal”, explica um responsável hospitalar.

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“Clitóris, prazer proibido”, por Tamsin Moufflet