sobre nós

A luta é contínua e continua, mas nós queremos o fim: chamemos-lhe comunismo ou emancipação TOTAL. Sabemos que a emancipação é legítima mas ilegal, tal como o capital-parlamentarismo é legal mas ilegítimo. A resistência ao fascismo económico não será nem pacífica nem violenta: será o que o MOMENTO decidir! Esperamos muito dos leitores, porque alguém tem que estar deste lado. Somos mais.

Abel Vieira

Artista plástico licenciado pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, à deriva entre os pensamentos humanos e as coisas visíveis,
tem os humildes anseios de ler menos livros, ouvir menos música, ver menos quadros, de maneira a ter mais tempo para a fabricação e disseminação artísticas.

ɳek✿usagi✞aɲ

Ana Matilde Sousa nasceu em Lisboa e é demasiado velha para andar a fazer bonecos e a ver desenhos animados. De dia, está a tirar um doutoramento em Pintura na FBAUL. Quando o sol se põe, faz parte do colectivo de zines Clube do Inferno (para compensar). Quando for grande, o seu sonho é ter uma dakimakura.

Asere Kiasu

A minha formação em Ciência Política ensinou-me que de nada vale o dever ser. Por sua vez, a literatura marxista equipou-me com instrumentos para entender o verdadeiro motor da história. Os pés no chão e a terra que agarramos com as mãos valem mais que qualquer moinho quixotesco. Os valores regurgitados diariamente em prol do bem comum não alimentam senão o domínio da classe dominante, já que todas as cadeias de opressão começam com o roubo diário dos explorados. Activista anti-racista, anti-capitalista e anti-imperialista. Fiquemo-nos por aqui. Os detalhes podem ser consultados num qualquer call-center, na periferia ou no centro de detenção.

CVTOC (CVidal)

Artista plástico, crítico de arte e professor na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Como artista, representado em colecções particulares e institucionais. O seu último livro foi um estudo sobre Caravaggio (“Deus e Caravaggio: A Negação do Claro-Escuro e a Invenção dos Corpos Compactos”).

Dolores Vertov

O que há de mais relevante a dizer sobre Dolores Vertov é que não há nada de relevante a dizer sobre Dolores Vertov. Nascida ainda nos tempos anteriores à decomposição da arte, desconfia hoje que, afinal, a arte nunca existiu. Fez carreira de tiro com Valerie Solanas e bebeu capilé com Dean Moriarty. Estuda psicogeografia na Feira de Carcavelos. Procura um Casanova, ou dois, para actividades vulcânicas regulares.

Handala

O meu nome é Ahmed Mustafa, sou palestiniano, causa que tive que abraçar desde que nasci e pela qual estou disposto a dar a vida. Sou refugiado no meu próprio país desde o dia em que nasci. A minha casa foi ocupada quando minha mãe me levou no ventre para chegar ao mundo num campo de refugiados na Palestina Ocupada. Apesar da resistência do meu povo, ainda há muito por fazer. Levo a chave sempre ao peito e, a par do desejo de liberdade, sonho com uma Palestina laica e multi-confessional onde a cada pessoa sejam reconhecidos os mesmos direitos. Ando neste mundo com a certeza que a luta armada é a única via quando, pela força das armas, se sujeita um povo ao genocídio. Não acredito na paz com Israel, da mesma maneira que não acredito que, vítima e carrasco, se possam colocar de acordo sobre os factos no terreno. Sou semita, anti-sionista, marxista-leninista, anti-imperialista, revolucionário e palestiniano. Vivo na clandestinidade e é nos subterrâneos que me articulo com a resistência. Portugal é a minha nova morada na Diáspora a que fui forçado, mas é com os olhos postos em Gaza que adormeço todos os dias. Por este espaço prometo dar conta do que se passa na Palestina, essa terra que desde 1948 está sujeita à guerra infinita, com várias gerações impossibilitadas de viver um dia que seja em cessar-fogo. Um dia venceremos, estou certo, sem nunca amar os métodos que nos podem abrir o caminho da libertação. Assinarei como Handala, em homenagem a todos os que como eu nunca puderam entrar em casa e ao seu criador, Naji al-Ali, um dos grandes desenhadores e propagandistas da causa, assassinado pela Mossad em Londres a 29 de Agosto de 1987.

Irina Spalko

Nasci e cresci numa pequena vila nas regiões orientais da ex-República Socialista Soviética (Kazan). Fui considerada bruxa na minha aldeia. Cedo sai de casa, tendo vivido um pouco por toda a Rússia. Gosto de esgrima e combate corpo-a-corpo. Sou prima afastada da conhecida empresária Isabel dos Santos (parte materna de ambas).

JOÃO

João Loem (Lisboa, 5 de Janeiro de 1965) é um locutor de rádio e entertainer português. É reconhecido como um dos mais bem sucedidos profissionais da televisão portuguesa e de outros ramos do entretenimento.

JMGervásio

Sou pessoa alta, magra por criação, amante de velocípedes e de quase tudo que implique não fazer à segunda – quero dizer, sou do tipo espontâneo. Licenciado em altos estudos artísticos na ESBAP, tenho, desde lá, desenvolvido uma certa tendência para o comércio a retalho e agricultura de terraço. Possuo momentos de grande felicidade e civilidade que nem sempre são devidamente apreciados.

Leonor Guerra

Activista sindical e autodidacta. Teve várias profissões. Ex-metalúrgica, conhecedora profunda da Cintura Industrial de Lisboa. Activista anti-troika, à margem do movimento moderado e legalista ‘QSLT’. Estudiosa do feminismo, revelará aqui a actualidade das suas leituras (Beauvoir, Kristeva…), sem esquecer que a prática tudo pode transfigurar.

Maria Carolina

Maria Carolina navega nas águas turvas da esquerda internacional sem pejo nem moral. Diz ela que o que faz sentido lá, não faz sempre sentido aqui. Pouco culturalista, mas longe de ser uma universalista convicta, Maria Carolina, licenciada nas ditas ciências moles, tem-se aproximado nos últimos anos do misticismo-materialista. Ela própria ainda não sabe muito bem definir este estado, mas de uma coisa está segura: vai tudo correr bem. Aceitou participar neste blogue porque a francofilia do titulo tocou na sua sensibilidade nostálgica dos longos anos que passou em França «à battre le pavé contre les dérives des sociologues et des maoïstes».

Menor

Licenciado em Estudos Franceses na Univ. de Lisboa. Mestrado incompleto na Univ. Paris 1 sobre os movimentos do Maio 68 (Socialisme ou Barbárie, Internationale Situationniste e Lutte Ouvrière). Activista antiglobalização e militante independente anti-troika. Mestrando na Univ Nova com tese que relaciona as experiências não-parlamentares revolucionárias portuguesa e francesa.

PDuarte

Historiador, jardineiro, horticultor. Vive na província. No tempo vago, que procura multiplicar de dia para dia, perde-se em viagens, algumas pelos montes em redor, outras pelos livros que sempre o acompanham. Prefere o vinho à blogosfera, a blogosfera ao Parlamento.

Renato

De Coimbra, foi criado entre as vielas etílicas da Alta, o psicotrópico Jardim da Sereia e as águas cristalinas da Beira Serra. Antigo da República Prá-kys-tão, onde viveu 500 anos, aprendeu a dormir pouco e a fazer manifestações. Jornalista (de)formação na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra é militante revolucionário trotsko-situacionista-anti-burguês. Adepto da Carbonária, da Briosa e de todos os que joguem contra o Benfica. Os seus heróis nacionais são o Costa, o Antero e o Buíça, mas prefere, naturalmente, os heróis da resistência árabe e os guerrilheiros da América Latina. Bom garfo e mau vinho. Aprecia todos os destilados que não tenham anis e todas as variações de tabaco. Regra geral é um tipo pouco simpático embora aqui e ali seja capaz de alguma ternura. Invariavelmente crítico de tudo e mais alguma coisa, escreve sobretudo para que o silêncio tenha oposição e para que não fique a falar sozinho.

Tiago F.Duarte

Tiago F. Duarte nasceu em 1980 e foi educado com relativo insucesso em quase todas as instituições burgueso-progressistas da capital. Dedica-se ao incessante esforço de tentar viver sem fazer absolutamente nada. Politicamente aspira a criar um novo México em todo o lado.

Zé Manel Clemente

Nasci em 1978. Cresci na Graça e noutras ruas da amargura. Sou filho de comunistas e órfão de militância organizada.

Vagem

A tinta escorre-me das entranhas, vagem ábsona.

Casca saída da renda

De cara deslavada | de todas as cores ou já sem cor

Desenho de tufo reguila | sem crista.

Vociferando e raramente em silêncio.

Debulhada, com receita | ao improviso.

Boquiaberta | ressequida de revolta

Mergulhada em cama de fluídos, racionada | à discrição.

Vagens com fala. Vagens sem falos. Metamorfoses de falos e de vagens.

A tinta sai da sombra: luxurias demasiado sérias para serem levadas a sério.

27 thoughts on “sobre nós

  1. Boa tarde. Gostaria de fazer uma pergunta. N têm tuíte? Aqui está na moda e n faz censura fácil como o face faz. É que tenho de ir a um email que já pouco utilizo só para ler os vossos posts. Se têm ou virão a ter agradeço que informem os vossos seguidores. Grato. Cumps e bjs à prof de historia.

  2. Um grande bem hajam :) pela vossa generosa criatividade, camaradas. Estou convosco, disposto a dar o corpo às balas e devolver a alma ao criador, quando entenderem dar corpo à revolução. Já estou por tudo; só não estou para encher mais bolsos de corruptos moralistas, nem partidocratas encarreirados-

    1. Caro xxxxxx,

      Basta enviar-nos para esta caixa de comentários o seu e-mail, que eu não publicarei (já que não irei publicar esse seu comentário), mas assim ficarei com o seu contacto, para poder contactá-lo directamente e em sigilo. Depois logo veremos o que poderemos fazer com as suas infos.

      Cumps desobedientes.

  3. bom dia,

    era fixe organizar o site um pouco para ter mais acesso aos artigos antigos. ha tanta coisa boa aqui, e torna-se difícil re-encontrar depois de alguns dias.

  4. O país realmente tá uma merda mas longe ser culpa do capitalismo e voltar às senhas não é solução. Erradicar a corrupção devia ser o foco. Lutar por um sistema onde somos todos iguais (miseráveis) excepto o governo é andar para trás. Está provado que o quanto maior o peso do Estado maior a miséria do povo. Veja-se o caso de Portugal… neste momento é um comunismo disfarçado de democracia, tudo é Estado… todas as empresas estão intimamente ligadas ao Estado. Já existe cartão para a refeição e etc… Diria que não é preciso lutar pelo comunismo porque já está implementado.

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