Resumo das vantagens da agricultura bio sobre a agricultura convencional

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“E Lisboa transformou-se no retro-vintage-gourmet, toda uma representação nostálgica de algo que nunca existiu. As padarias clássicas inventadas há dois ou três anos, e sem multibanco para não pagarem impostos, as barbearias de luxo, cafés com um chão não sei quantos, tudo à antiga, mas um antigamente em que nada daquilo existia.”

Mas eis que nem só da especulação turístico-comercial de uma identidade perdida (subitamente reencontrada) se faz a história presente desta charmosa cidade. Continua a haver vida nas margens do território dominado pelos empreendedores da nostalgia, que nos impõem as suas representações caricaturais e vendáveis da portugalidade – na Padaria Portuguesa, no ‘novo fado’, no bairro típico do Avillez, n’A Vida Portuguesa, na ‘requalificação’ do espaço público. Contra este projecto político de produzir um património coerente e sistematizado de formas “que exprimem a alma da nação”, enquanto mitificam o passado e expulsam o novo, o desconhecido e o inédito, continua a haver qualquer coisa de vivo a mexer em Lisboa. E o seu eco, ainda que ténue, ousa mesmo por vezes chegar aos jornais.

Tanta gente sem casa, tanta casa sem gente. Até quando?

Foto de SOLID.

Mais informações no evento do facebook.

Resistência em Barcelona ao aumento da especulação, do turismo e da exclusão

Amanhã, Sábado, irá ocorrer no bairro de Poble Sec uma manifestação contra o aumento das rendas que está a transformar mais um antigo bairro popular num negócio imobiliário, ao serviço da especulação e do turismo. Deixo-vos um excerto do apelo dos organizadores da manifestação [tradução minha]:

“No bairro de Poble-sec, as rendas não param de aumentar (mais de um 10% nos últimos anos). Os contratos renovam-se com preços abusivos que nos levam, a ter de deixar o bairro. No que respeita à compra de apartamentos, perto de um 60% estão sendo adquiridos por fundos de investimento, bancos e imobiliárias, ou seja, não são novos vizinhos que virão partilhar as ruas connosco mas especuladores que jogam com o nosso direito a viver no bairro. Para nós é a vida, para eles é um negócio. (…) Desde 2012, uma pessoa por dia teve de deixar o bairro. Aproximadamente 1.110 moradores deixaram-nos desde 2012. Cada vez existem mais apartamentos turísticos e mais oferta de lazer para turistas. Como consequência, os moradores saem do bairro e encerram-se comércios de bens quotidianos e de proximidade.”

Para mais informação, consultar, na página do grupo l’altaveu del Poble Sec, o texto Defendamos o bairro.

Camorra Lusitana

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Salgado, Bataglia, Bava, Oliveira e Costa, Loureiro, Lima, Núncio, Sócrates, Portas, Cavaco… isto ainda não é a Camorra, mas parece. A geringonça está tão capaz de travar isto como Roma está capaz de travar a máfia siciliana. A impunidade, que devia ser um convite à insubordinação, desfila, ad nauseam, em prime time, para se defender sem contraditório. A presunção da inocência, neste contexto, equivale a uma absolvição sem julgamento. Que ninguém se espante quando o Buíça se levantar da cova.

É urgente criticar a turistificação das cidades que amamos

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