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Arquipélago Palestina

Foto de Grupo Said.
Mapa via Grupo Said
Primeiro Israel ocupou 80% da Palestina provocando a expulsão e assassinato de centenas de milhares de palestinianos, depois Israel dividiu a parte sobrante em dois, Gaza e Cisjordânia. Primeiro Israel destruiu a memória de séculos de convivência pacífica entre judeus e árabes, depois fundou um dos primeiros estados confessionais a espalhar o terror e a segregação como forma de vida. A possibilidade de dois Estados é assim negada por Israel todos os dias desde 1948, porque um arquipélago onde no lugar do mar surgem muralhas armadas por um dos mais poderosos exércitos do mundo não tem como ser um Estado independente, e não pode aspirar do que ser um exército de reserva de trabalhadores que estão reféns social, económica e politicamente. O mundo Ocidental, pretensamente democrático e respeitador dos direitos humanos, lucra complacente com as mais-valias da ocupação, e os negócios comuns falaram sempre mais alto do que a interminável lista de crimes de guerra com que Israel brinda, impune e quotidianamente, a Palestina. A cristalização deste conflito, que se agrava todos os anos a reboque do avanço dos colonos sionistas, a sua assimilação e banalização, é um espelho fiel para se avaliar o grau de degeneração onde estacionou a humanidade.
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Uma vez mais: “Nem Washington, nem Moscovo”

Cinco textos fundamentais para não ver a indignação usurpada seja pela propaganda dos EUA\Israel, seja pela propaganda de Assad\Putin:

Massacres à Alep : lettre à un « camarade » qui s’obstine à justifier l’injustifiable, de Julien Salingue

“Je ne fête pas “la victoire” d’Alep”, por Wissam Ziad

“Então e o que podemos fazer por Alepo?”, por Rayya El Zein

“There is more than one truth to tell in the dreadful story of Aleppo”, por Robert Fisk

Alep: «Je veux vivre libre et dignement. Et ça c’est un crime pour le régime de Bachar», por L’encontre

Colaborar com Israel é criminoso

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O resto, tudo o resto, é resistência.

“Os que se comovem com o Avillez por ter tido o restaurante pintado com tinta vermelha – duas entradas e uma sobremesa devem pagar os estragos – deviam pensar no aviltante do Avillez por ter ido a Israel ajudar o apartheid a lavar as mãos de sangue. Quem toma partido numa guerra deve saber que poucas são as vezes em que isso não tem consequências.” – Via Grupo Said

The Freedom Theatre em Portugal

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Depois de criada Associação dos Amigos do Freedom Theatre em Portugal, no final de 2015, o grupo de teatro de Jenine, Palestina, herdeiro do Arna’s Children, vai estar em Portugal para várias apresentações (ver programa). Do Avante à Barraca, passando pelo Porto, Gaia, Feira e Tondela, serão muitas as oportunidades de ver em palco uma das companhias que carrega consigo uma história de resistência sem paralelo. Quem tenha interesse, pode mesmo inscrever-se no workshop que vão desenvolver no Teatro da Barraca. Bem-vindos sejam!

Leila Khaled, 47 anos depois de Damasco

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Fez ontem 47 anos que Leila Khaled, integrando um comando da Frente Popular de Libertação da Palestina, se tornou na primeira mulher a desviar um avião, no caso, um que fazia a ligação entre Roma e Telavive. Foi uma acção imaculada, de onde todos os passageiros saíram com vida, e cumpriu com o objectivo de impedir que fosse ocultado ao mundo a limpeza étnica sobre a qual Israel sempre se construiu. A ocupação, que nessa altura mal tinha saído da adolescência, avançava em silêncio até que esbarrou na coragem de Leila Khaled e dos seus companheiros de luta. Hoje deputada, esta mulher ocupa, plena de direito, um lugar de destaque na história da Mulher, da Palestina e da Humanidade. Os terroristas que a acusam de terrorismo terão as honrarias mas os heróis que a têm como exemplo não esquecerão a lição.

Uma vitória num oceano de derrotas

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Dificilmente será algo definitivo, tal é o rumo que a França tem levado, mas a revogação da lei que proibia mulheres vestidas na praia é evidentemente uma pequena vitória para a liberdade das mulheres. O patriarcado vai continuar a sua cruzada, o que quer impor e o que quer proibir o que as mulheres podem vestir, mas pelo menos por agora não se somam a estas duas categorias de guerrilheiros da sua liberdade a forças da lei e da polícia. O colonialismo o imperialismo cultural europeu vão ter que esperar um pouco mais.

Quando os liberais chamam de liberdade à polícia dos costumes

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Philippe Marlière captou estas fotos numa praia de Nice. Talvez assim, ao vivo e a cores, os proíbicionistas entendam o que Philippe resume bem de “naufrágio geral”, ou, como escreveu a Inês Ribeiro: “somos tão feministas, tão pela liberdade, tão pela libertação, tão pelo respeito da mulher … Que o que fazemos é obrigá las a despir-se numa praia cheia de pessoas rodeada por polícia e ameaças de arma. Agora sim, mulher, estás livre!”.