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Uma vez mais: “Nem Washington, nem Moscovo”

Cinco textos fundamentais para não ver a indignação usurpada seja pela propaganda dos EUA\Israel, seja pela propaganda de Assad\Putin:

Massacres à Alep : lettre à un « camarade » qui s’obstine à justifier l’injustifiable, de Julien Salingue

“Je ne fête pas “la victoire” d’Alep”, por Wissam Ziad

“Então e o que podemos fazer por Alepo?”, por Rayya El Zein

“There is more than one truth to tell in the dreadful story of Aleppo”, por Robert Fisk

Alep: «Je veux vivre libre et dignement. Et ça c’est un crime pour le régime de Bachar», por L’encontre

Colaborar com Israel é criminoso

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O resto, tudo o resto, é resistência.

“Os que se comovem com o Avillez por ter tido o restaurante pintado com tinta vermelha – duas entradas e uma sobremesa devem pagar os estragos – deviam pensar no aviltante do Avillez por ter ido a Israel ajudar o apartheid a lavar as mãos de sangue. Quem toma partido numa guerra deve saber que poucas são as vezes em que isso não tem consequências.” – Via Grupo Said

The Freedom Theatre em Portugal

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Depois de criada Associação dos Amigos do Freedom Theatre em Portugal, no final de 2015, o grupo de teatro de Jenine, Palestina, herdeiro do Arna’s Children, vai estar em Portugal para várias apresentações (ver programa). Do Avante à Barraca, passando pelo Porto, Gaia, Feira e Tondela, serão muitas as oportunidades de ver em palco uma das companhias que carrega consigo uma história de resistência sem paralelo. Quem tenha interesse, pode mesmo inscrever-se no workshop que vão desenvolver no Teatro da Barraca. Bem-vindos sejam!

Leila Khaled, 47 anos depois de Damasco

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Fez ontem 47 anos que Leila Khaled, integrando um comando da Frente Popular de Libertação da Palestina, se tornou na primeira mulher a desviar um avião, no caso, um que fazia a ligação entre Roma e Telavive. Foi uma acção imaculada, de onde todos os passageiros saíram com vida, e cumpriu com o objectivo de impedir que fosse ocultado ao mundo a limpeza étnica sobre a qual Israel sempre se construiu. A ocupação, que nessa altura mal tinha saído da adolescência, avançava em silêncio até que esbarrou na coragem de Leila Khaled e dos seus companheiros de luta. Hoje deputada, esta mulher ocupa, plena de direito, um lugar de destaque na história da Mulher, da Palestina e da Humanidade. Os terroristas que a acusam de terrorismo terão as honrarias mas os heróis que a têm como exemplo não esquecerão a lição.

Uma vitória num oceano de derrotas

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Dificilmente será algo definitivo, tal é o rumo que a França tem levado, mas a revogação da lei que proibia mulheres vestidas na praia é evidentemente uma pequena vitória para a liberdade das mulheres. O patriarcado vai continuar a sua cruzada, o que quer impor e o que quer proibir o que as mulheres podem vestir, mas pelo menos por agora não se somam a estas duas categorias de guerrilheiros da sua liberdade a forças da lei e da polícia. O colonialismo o imperialismo cultural europeu vão ter que esperar um pouco mais.

Quando os liberais chamam de liberdade à polícia dos costumes

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Philippe Marlière captou estas fotos numa praia de Nice. Talvez assim, ao vivo e a cores, os proíbicionistas entendam o que Philippe resume bem de “naufrágio geral”, ou, como escreveu a Inês Ribeiro: “somos tão feministas, tão pela liberdade, tão pela libertação, tão pelo respeito da mulher … Que o que fazemos é obrigá las a despir-se numa praia cheia de pessoas rodeada por polícia e ameaças de arma. Agora sim, mulher, estás livre!”.