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About Irina Spalko

Nasci e cresci numa pequena vila nas regiões orientais da ex República Socialista Soviética (Kazan). Fui considerada bruxa na minha aldeia. Cedo sai de casa, tendo vivido um pouco por toda a Rússia. Gosto de esgrima e combate corpo -a-corpo. Sou prima afastada da conhecida empresária Isabel dos Santos (parte materna de ambas).

Depois do “fim” do serviço militar obrigatório, o obscurantismo na formação dos quadros das instituições militares, continua de tempo a tempo, a deixar pontas soltas! Que por algum motivo, ninguém quer agarrar.

Já tinha visitado este tema, mas hoje, o Correio da Banha Manhã volta a fazer capa desta notícia, já com mais de um ano. A questão é porque é que estes jornais – para não falar em partidos políticos ou associações de direitos humanos, ou feministas (que ignoraram o assunto) – só se focaram na morte da criança, e nunca nos fundamentos do argumento apontado pela mãe para ter cometido tal ato (o de esconder da gravidez, que pode ter contribuído para o parto permaturo e morte do feto): “para salvar a carreira”.

 Acreditaremos todos/as assim tanto no altruísmo de quem vive de mandar, e na resiliência de quem vive de obedecer?

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Alguém pode informar a Ana Drago que o PAN não é de esquerda. E possivelmente o PS também não!

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O dia de hoje é de quase revolução!

Hoje, ao contrário do que se possa pensar, há pela cidade uma série de eventos revolucionários, que se recomendam.

Enquanto os/as candidatos dos movimentos sociais e cívicos se desdobram em comunicados e reflexões sobre o que serão as legislativas do ano que vêm, que isto de sair à rua não resultou. O PCP avança hoje com uma manifestação às 18H00 pela demissão do governo, indiferente ao terror que a esquerda burguesa apresenta face a um eventual crescimento do PCP, e ao facto deste provavelmente nunca viabilizar uma opção governativa do PS. (até me apetece dizer, long live PCP, ainda bem que és ortodoxo).

 

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Ainda hoje, embora sem o mesmo savoir fuck de outros tempos (dark room, naked party and dildos), Continue reading O dia de hoje é de quase revolução!

O quarto deputado é Ecologista!

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P.S – é do Partido da Terra!

Se três deputados na Europa provocam isto tudo, não imagino quando tivermos partido único!

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Isto é tudo o que tenho a dizer sobre as eleições de ontem, quando passei a viver alternada entre a Carvalhesa e a Anita, que dedico à malta abstencionista:

 

 

 

Nem centrão, nem abstenção. A partir do texto “minorias versus maiorias” de Emma Goldman

Imagem“João e Joana”: Uma imagem para recordar a Acampada do Rossio. E já lá vão 3 anos

“As artimanhas políticas sempre fazem uma apologia à massa: a pobre maioria, ultrajada, violentada, a gigantesca maioria, se ao menos pudessem seguir-nos.

Quem não ouviu esta ladainha antes? Quem não conhece este refrão repetitivo de todo político? Que a massa sofre, que vem sendo extorquida e explorada, isso eu conheço tanto quanto os engodos do voto. Mas insisto que não é um punhado de parasitas, e sim a própria massa que é responsável por esta situação horrível. Prendem-se aos seus mestres, amam a chibata, e são os primeiros a clamar Crucifiquem! no momento em que surge uma voz contra a sagrada autoridade capitalista ou qualquer outra instituição decadente.

Não obstante, quanto tempo mais poderia manter-se a autoridade e a propriedade privada, se não fossem a vontade e disposição da massa para se tornarem soldados, policiais, carcereiros e algozes.

A demagogia socialista sabe disso tanto quanto eu, mas mantém o mito da virtude da maioria pois seu projeto de vida está fundado na perpetuação do poder. E como essa perpetuação pode ser alcançada sem números? Sim, autoridade, coerção e a dependência pautam-se na massa, mas nunca na liberdade ou na livre determinação do indivíduo, nunca no nascimento de uma sociedade livre.

Como massa, seu objetivo foi sempre uma vida mais uniforme, cinzenta e monótona, como o deserto. Como massa, será sempre o exterminador da individualidade, da livre iniciativa, da originalidade. Assim como Emerson, acredito que “as massas são grosseiras, coxas, perniciosas nas suas demandas e influências, e não precisam ser elogiadas, mas educadas. Eu desejaria não ter que conceder nada a elas, mas ensinar, dividir, quebrá-las e transformá-las em indivíduos.

Massas! A calamidade são as massas. Eu não desejo massa alguma (…)

Em outras palavras, a verdade viva e vital do bem-estar econômico e social só se tornará realidade diante do zelo, coragem, determinação sem obrigações, de minorias inteligentes, e não por meio da massa.”

Emma Goldman (minorias versus maiorias)

Yes, we are!

 

Imagem17 de Maio – Dia internacional contra a transfobia e homofobia.