Funcionários, patrões e obedientes: a cultura em Portugal segundo Luís Miguel Cintra

“A cultura geral está a desaparecer da vida… Toda a educação está feita no sentido da especialização, de um carácter técnico. Preparam-se funcionários. Os funcionários por definição não pensam, obedecem a uma lei, a uma regra e cumprem a regra o melhor possível e com a maior rapidez possível para pouparem dinheiro ao patrão.”

“Os programadores que existem agora no Ministério da Cultura têm uma filosofia subjacente, quer notem quer não notem, que é uma filosofia de mercado.”

“Já não há arte nenhuma. O que interessa é fabricação de produtos. E isso não se chama arte. A arte implica um pensamento criativo. Ora, toda a educação é feita não no sentido da criatividade, mas no sentido da obediência. E, portanto, ao fim de um certo tempo isto começa a entrar na cabeça das pessoas e estamos uma quantidade de obedientes, um exército de obedientes. E isso é o contrário da arte.”

“As pessoas estão cada vez menos preparadas para ler. Nota-se nas livrarias. O nível dos livros que estão expostos é uma coisa miserável. É a literatura fácil. E o mesmo acontece com todas as artes.”

Crítica completa aqui.

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About PDuarte

Historiador, jardineiro, horticultor. Vive na província. No tempo vago, que procura multiplicar de dia para dia, perde-se em viagens, algumas pelos montes em redor, outras pelos livros que sempre o acompanham. Prefere o vinho à blogosfera, a blogosfera ao Parlamento.

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