Sobre a violência sem nome a que o capitalismo diariamente me sujeita

“Vale a pena lembrar este episódio: em 27 de Abril de 2010, por iniciativa de estudantes da Faculdade de Ciências da Cidade do México, realizou-se um encontro, entre estudantes e representantes das comunidades de Jalisco, de San Luis Potosí, do Guerrero e do Distrito Federal que lutam contra a instalação de minas a céu aberto, contra projectos de barragens, de auto-estradas, de criação industrial de gado, de indústrias químicas. Todas estas empresas, norte-americanas ou europeias, exercem sobre as pessoas uma violência sem nome: êxodo de populações expulsas das suas terras, poluição dos rios e dos lençóis freáticos, poluição do ar… Uma interveniente disse a certa altura: É através de tais empresas que a violência é transformada numa forma de vida.”

In: Georges Lapierre, “A comunalidade como teoria e como prática”, Flauta de Luz, número 4, 2017.

Esta hostilidade que nos é dirigida pelos promotores da valorização do capital deve ser evidentemente vista como uma declaração de guerra que não pode continuar a ser ignorada.

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About PDuarte

Historiador, jardineiro, horticultor. Vive na província. No tempo vago, que procura multiplicar de dia para dia, perde-se em viagens, algumas pelos montes em redor, outras pelos livros que sempre o acompanham. Prefere o vinho à blogosfera, a blogosfera ao Parlamento.

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