“Cinema é Liberdade | 1961 – 1975”, por Mural Sonoro

Ciclo de três sessões que coloca em destaque 3 dos filmes do cineasta Rui Simões (REAL FICÇÃO – RF) e o traz até à FCSH NOVA para nos falar um pouco mais destas obras fundamentais da história contemporânea, que contam com protagonistas mais e menos conhecidos, da sociedade, da cultura, do combate e resistência às censura e ditadura durante o período colonial, que narram memórias de desertores, de faltosos, de aspirações, colectivismos e rupturas nos campos culturais: musicais, literários, em gestação antes do 25 de Abril e vividos com (mais e menos) fulgor durante o PREC, entre outros.
PROGRAMA:

Entrada livre
6 de Abril
Deus, Pátria Autoridade (1975)

apresentação de Alice Samara  (IHC, FCSH NOVA) + conversa com o realizador

Multiusos 3, 17.00, lotação: 50 pessoas
Sinopse RF: A partir do célebre discurso de Salazar feito em 1936, o filme procura de forma didática mostrar os alicerces do regime fascista durante os 48 anos da sua existência até ao 25 de Abril de 1974.
20 de Abril
Bom Povo Português (1980)
apresentação de Tiago Baptista (IHC, FCSH NOVA, Cinemateca) + conversa com o realizador
Multiusos 3, 17.00, lotação: 50 pessoas
Sinopse RF: O filme procura traçar a História entre o 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975, tal como ela foi sentida pela equipa que, ao longo deste processo, foi ao mesmo tempo espectador, actor, participante, mas que, sobretudo, se encontrava totalmente comprometida com o processo revolucionário em curso.
4 de Maio
Guerra ou Paz (2012)

apresentação minha + conversa com o realizador

Multiusos 3, 17.00, lotação: 50 pessoas
Sinopse RF: Entre 1961 e 1974, 100.000 jovens portugueses partiram para a guerra nas ex-colónias. No mesmo período, outros 100.000, saíram de Portugal para não fazer essa mesma guerra. Em relação aos que fizeram a guerra já muito foi dito, escrito, filmado. Em relação aos outros, não existe nada, é uma espécie de assunto tabu na nossa sociedade. Que papel tiveram esses homens que “fugiram à guerra” na construção do país que somos hoje? Que percursos fizeram? De que forma resistiram?
Neste filme de Rui Simões excertos do filme O Salto e o testemunho do músico e compositor Luís Cilia, autor da banda sonora, entre outros: emigrantes, desertores e refratários, marcam presença. Recupero aqui, com esta (espero) boa nova, as temáticas do filme O Salto (1) que relembro neste pequeno trecho relativo ao projecto da RTP, da autoria de Luís Marinho e Rosário Lira, “Extrema-Esquerda porque não fizemos a revolução?” assim como a conversa que mantive com Luís Cilia em 2013 na sua casa, para o acervo do Mural Sonoro, que cruza e fixa memória e história oral (2), recolha de entrevista marcada especialmente pela vida cultural e discográfica que assinalou o seu período de exílio em Paris.
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