Tradução poético-erótico-fofa para que os machistas normativos e as feministas suspiro-proibitivas compreendam os limites do romantismo do Gregório Duvivier

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Tu gostas de jazz, eu contigo era mais jizz.

Pareço romântico? Isso é porque ainda não me viste o Porter.

Fazia-te feliz até no subsolo.

Esfumaça em Nova York, foste tu que chegaste!

Todas as garotas faziam Jazz nos anos 1990? Eu só me dava tesão as que citavam Marx sem olhar para os livros.

Ouvia-se tudo menos jazz? Não importa, o que eu gosto em ti não é a queda para a música.

“You Oughta Know”, da Alanis? Eu é mais “Rock The Casbah” dos Clash. Experimentamos?

Quando as meninas se jogavam no chão, eu jogo-me do alto.

Quando vão prá ponta dos pés, eu caio de joelhos.

Quando se atiravam pro lado, trombavam pro lado oposto.

Os olhos imensos e verdes? As minhas desculpas, não consegui deixar de olhar para o vestido.

Foi paixão à primeira vista? Experimenta a segunda.

Passamos algumas madrugadas conversando no ICQ ao som de Blink 182 e Goo Goo Dolls? A culpa não é tua, é dele.

Foste do MSN pro Orkut, do Orkut pro inbox, do inbox pro SMS? Nada a fazer. Para a próxima experimenta cocaína.

Contigo via todas as séries… de olhos fechados.

Vamos para a cama fazer risotto!

Escolhemos móveis sem pesquisar se eles passavam pela porta? Não importa, o hall também tem o seu charme.

Contigo fazia séries, peças de teatro e filmes. Contigo fazia do filme uma série melhor que qualquer pela de teatro.

Já fizemos uma dúzia de amigos novos, o Porta dos Fundos, mais de 50 curtas só nós dois e nunca rolou suruba.

Sofremos com os haters sem nunca nos termos filmado na cama.

Viajava o mundo com o fone no teu ouvido.

Das dez palavras que mais gosto, o teu corpo tem sete, as outras três, esqueci.

Aprendi o que era feminismo, fingi perceber o que era cisgênero, gas lighting, heteronormatividade, mansplaining. Se tu soubesses que eu era um homem simples, nunca te terias apaixonado.

Se o Word te conhecesse, o sublinhado não sublinhava erro a vermelho, usava espectro.

Um dia, terminaremos. Melhor voltar para a cama.

Por ti trocava o “How I Met Your Mother” e o começo de “Up” por um filho.

Às vezes, levava-te comigo.

Vamos fazer um filme para ver junto e depois fazemos tudo de novo?

Tenho uma felicidade muito profunda de ter vivido um grande amor na vida. Amanhã estás ocupada?

Não te falta nada, mas era bom tudo outra vez.

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A partir do texto de Gregório Duvivier, citado aqui pela Leonor.

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