Qual a parte de Temer que devemos a Dilma?

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O consenso na defesa de Dilma, no mather what, é uma das razões do seu fracasso. Desde o primeiro dia em que o PT chegou ao poder, em Porto Alegre, que a esquerda nunca foi exigente como devia. Não foi exigente na gestão dos municípios, como não o seria depois na gestão do governo central. A reforma agrária e o fim do latifúndio, os direitos das populações indígenas, a brandura com as elites brasileiras, a capitulação ao FMI, a Davos e ao Banco Mundial, os eventos faraónicos da copa às olimpíadas e a corrupção generalizada, são exemplos que sobram que a única coisa que o PT reservou de esquerda foi o ódio da direita que não soube lucrar na onda. É pouco, quase nada, para quem podia e devia ter sido o partido charneira para fazer o medo mudar de bando. A esquerda que interessa nascerá dos escombros do PT, do Syriza, do Chavismo, como o PT, o Syriza e o Chavismo nasceram dos escombros do socialismo real. Esperemos que desta feita o luto não demore tanto, e que da próxima vez que a esquerda tiver uma ronda no poder pelo menos esteja em condições de errar melhor. Pelo volume das lágrimas que vejo a escorrer por aí sou levado a crer que mais depressa se repete a equação à espera de outro resultado do que se conclui que assim não vale a pena.

Não é o socialismo por etapas. É o Temer ao virar da esquina.

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