Lula não mentiu: quando era pobre foi preso, agora que é rico vai virar ministro

“No Brasil é assim: quando um pobre rouba vai para a cadeia, mas quando um rico rouba ele vira ministro” – Lula da Silva, 1988.

“Former Brazil president Lula ‘to become minister’ – As a minister, Lula could only be tried by the Supreme Court, placing him out of the reach of the judge in the southern city of Curitiba responsible for the inquiry.” BBC, 2016.

5 thoughts on “Lula não mentiu: quando era pobre foi preso, agora que é rico vai virar ministro

  1. Há muitas razões válidas para não gostar especialmente de Lula, Dilma ou dos governos do PT. Muitas críticas de esquerda podem ser feitas. Mas repetir chavões da direita na conjuntura atual não ajuda em nada a que as pessoas em Portugal entendam o que se está a passar.

    Lula não é “rico”. Apesar de todos os esforços da mídia golpista e dos procuradores partidários para encontrar os frutos da alegada corrupção, não conseguiram desencantar nada melhor que um apartamento vazio que ele não possui e um sítio que é propriedade de um amigo e que ele frequentou duas ou três vezes. Ambas as propriedades são aliás bastantes modestas e foram usadas como exemplo pelo prefeito do Rio para gracejar acerca da “alma de pobre” do presidente.

    Lula não é réu em nenhuma ação penal, em nenhum processo judicial, ao contrário de vários dos deputados membros da comissão especial que iniciou a análise do processo de destituição da presidenta. A força-tarefa do Ministério Público Federal encarregue da operação Lava-Jato sequer apresentou denúncia contra ele.
    Apesar de a mídia golpista o difamar continuamente como “corrupto” desde há mais de 10 anos, e de pequenos setores partidarizados do MP e da Polícia Federal já terem feito longas (e dispendiosas) investigações, até agora nada encontraram que possa ao menos sustentar a mera apresentação de denúncia, muito menos uma com reais possibilidades de conduzir a uma condenação.

    Ao contrário do que é incorretamente repetido em parte da imprensa portuguesa (por ex., no Público), ministros do governo não têm nenhum tipo de “imunidade”, apenas são julgados por uma instância diferente, o Supremo Tribunal Federal. O precedente dos réus do chamado “mensalão” mostrou que não há nenhuma razão para pensar que o STF seja mais leniente que qualquer outro tribunal.
    Na realidade, o fenômeno oposto é que é frequente: deputados renunciam ao mandato para que seus processos sejam remetidos à primeira instância, pois as múltiplas instâncias de recurso aumentam enormemente a probabilidade de prescrição. É o que vai acontecer com os acusados do mensalão do PSDB, já condenados em primeira instância, sem que isso cause especial comoção na mídia, pois a indignação contra a corrupção e a impunidade é muito seletiva.

    Quem acompanha os blogs da militância petista e da esquerda governista sabe que a ida de Lula para um ministério importante no governo é discutida profusa e abertamente há mais de um ano e teve sempre inúmeros defensores na base. Com o progressivo enfraquecimento do governo e o fracasso patente da política econômica, uma grande parte da cúpula partidária aderiu a esse movimento. Esta foi uma nomeação feita por razões políticas, para mobilizar apoio popular ao governo num momento crítico, para coordenar uma nova estratégia de apoios no Congresso, e talvez para comandar uma inflexão na política macro-econômica.

    Nomear Lula ministro para “fugir à justiça” seria simplesmente ineficaz. O processo no STF seria mais rápido e irrecorrível. Quem argumenta que o Sérgio Moro poderia decretar prisão preventiva e o STF provavelmente não o faria, esquece-se de que, felizmente, Moro ainda não é o ditador de todo o judiciário, e que uma decisão tão descabida e sem fundamento seria certamente revertida, na pior das hipóteses pelo próprio STF, aonde um habeas corpus pode chegar em 15 dias.

    1. O pessoal está todo em modo CM, pra quê ter provas ou analisar o que se passa?! Falam dos outros mas só se vê gente a sair com as suas sentenças.

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