Votar no Povo

1Tino de Rans é autêntico, não ensaia ao espelho, não falsifica e não alimenta nenhuma espécie de cagança académica. Tino de Rans é de todos os candidatos o único capaz de seduzir o eleitorado situacionista e ridiculista, muitos furos acima de Sampaio da Nóvoa que tem o apoio dos timoneiros da multitude do cognitariado e de três ex-presidentes da República. Tino de Rans é pela igualdade, interpretou a mais corajosa acção de campanha alertando para as dificuldades da vida dos que emigram dos sem abrigo, com quem chegou a passar a noite em jeito de denúncia. Tino de Rans responde “hein?” às palavras eruditas dos jornalistas do regime que o chamam de “Oh Vitorino” e obriga-os a reformular as questões que ele, como o povo, não entende. Tino de Rans não faz “intrigada” e a ela responde com “bonequinhos”. Tino de Rans não tem nem apoios escondidos de estruturas partidárias nem deixa que o tratem como produto. Tino de Rans ganhou o debate com todos os candidatos e deixou claro que há nove candidatos que falam do povo ao passo que ele é um candidato do povo. Tino de Rans é assim o voto mais útil de todos os votos úteis para forçar Marcelo Rebelo de Sousa a uma segunda volta. Enchamos por tudo isso os pulmões: nem sapo nem rã, o voto útil é no Tino de Rans! Até Domingo.

15 thoughts on “Votar no Povo

      1. Ok. Dois pontos então.

        Em primeiro lugar, não trata o Vitorino da mesma forma que os outros: a estes não não é permitida nenhuma falha, de nenhum tipo. Nenhum deles (e estou a pensar em Marisa Matias em particular) é suficientemente radical, revolucionário ou o que seja, todos são mais do mesmo – talvez tenha razão. Já no Tino de Rans, em nome da sua “autenticidade”, todas as falhas são aceitáveis – mesmo dando de barato a pureza das suas intenções e até apreciando a forma desassombrada como fala de si mesmo, o que ele diz não deixam de ser lugares comuns pouco ou nada críticos da lógica do capitalismo. Só a ele é permitido substituir as ideias pelas boas intenções. É aquilo a que normalmente se chama “dar um desconto” e é análogo ao racismo implícito na tolerância multiculturalista (exaustivamente analisado por Slavoj Zizek).

        Em segundo lugar a ideia de povo implícita (e explícita) no seu post – uma abstração idealizada, benigna, sem conflito e de facto aparentemente reservada a alguns, os bons de coração, os honestos, os autênticos (seja lá o que isso for), qualidades aparentemente correlacionadas com a ignorância, tudo muito redondinho e fofinho.
        Nestas coisas do povo parece-me que o conceito de classe é mais útil que noções morais e moralizantes.

        Quanto a soberba, acho que não fica muito atrás de mim.

        Até domingo

      2. Enfim uma ideia. Ufa… Valeu a pena a soberba contra a soberba.

        Não há nenhuma condescendência com o Tino, muito menos se comparada com os demais. Acho sinceramente que foi uma campanha sem pretensões e a tocar aspectos concretos da vida. O único racismo vem portanto do olhar com que desdenha o apoio na melhor, ou se preferir na menos má, das candidaturas.

        Quanto ao elogio abstacto no povo também não tem razão. Houve muito povo, ignorante e tacanho, a votar. O que o entendo é que ele não votou Tino mais do que votou no Marcelo ou em muita da sua concorrência.

      3. Pois, o problema é que não tinha mesmo pretensões nenhumas. E quanto aos aspectos concretos da vida não é difícil imaginar um qualquer democrata-cristão com o mínimo de integridade a dizer o mesmo. Por outro lado continuo a achar que o Renato não exerce o mesmo tipo de crítica em relação ao Tino de Rans que usa relativamente ao PCP e ao Bloco – será que ele não é digno da mesma acutilância?

        Depois, falo de uma analogia estrutural entre o paternalismo com pensa sobre o Tino e o racismo escondido do multiculturalismo: no caso do meu suposto desdém não se passa nada disso, pura e simplesmente não apoio a candidatura do Tino e parece-me no mínimo um equívoco, duma perspectiva de esquerda, apoiá-la.

        Finalmente, não disse que faz o elogio abstrato do povo, disse que a noção que tem, ou que pelo menos a que recorre, de povo é uma abstração simplificada – aliás o Renato, dessa forma juntando-se aos outros candidatos, põe-se fora do povo – você entende as perguntas dos jornalistas, ou não?

  1. Concordo. O Vitorino aparenta ser a única pessoa genuína a candidatar-se a presidente da republica.
    E eu que nem sou republicano como o meu nick indica, estou seriamente considerar a hipótese de abandonar a minha militância pela abstenção e dar-lhe o meu voto.

  2. Que palhaçada de texto!
    Os adoradores de «Onan» agora estão pelo atrasado mental, «Tino».
    Na verdade, ficamos apenas a 200 mil votos de levar o louco e hipocondríaco Marcelo à segunda volta, mas no blog dos intelectuais da miséria (masturbadores), o truque era votar no infeliz Vitorino Silva.
    Vergonha!

      1. Tu és o maior deles todos e ainda queres que te levem a sério, nesta autêntica merda que escreves e que tentas elevar a qualquer nível.

        Não vales nada e tu sabes disso.

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