Viagens de uma Vulva sem Cabeça

Origem 1

#Courbet_Parte_I

O pudor fez do pipi de Courbet o mais desejado do século XIX. Sem precedentes na história da arte, o pincel colocou-o no centro da tela, desprezando elementos apartados. Foi nomeado L’Origine du Monde (1866).

De felpudo porte, o pipi resultou de uma encomenda feita por Khalil-Bey, diplomata turco otomano que ansiava deter um nu de talhe cru, para juntar à sua coleção de janelas lascivas. Apesar da sua ousadia, trajou-o numa cortina, e escondeu-o no seu apartamento de Paris. Mas Khalil-Bey foi apenas o primeiro de vários falos sedentos. O pipi foi mais tarde adquirido por um antiquário, e silenciado por detrás de uma outra tela de Courbet. Já no século XX, passou pelas mãos de Émile Vial, cientista e colecionador de arte japonesa. Na primeira década de 1900, um barão e colecionador húngaro, de nome François de Hatvany, levou-o para Budapeste, onde foi usurpado pelo Exército Vermelho, durante a II Guerra Mundial. Mais tarde, o pipi foi retido na casa de campo de Jacques Lacan e após a morte do psicanalista, passou a ser propriedade do Estado francês. Lasso da longa viagem, chega em 1995 ao Musée d’Orsay onde é exposto publicamente, e cospe sobre os olhares mais castos.

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