L’OBÉISSANCE EST MORTE | Um milhão de visitas

Pavé4

Este espaço, que se aproxima do segundo aniversário, nasceu em Outubro de 2013, e chega hoje ao milhão de visitas. Os números valem o que valem, dirão alguns, mas são reveladores de que não falta quem procure alternativas para pensar o mundo fora das fronteiras da imoral legalidade que nos é imposta pelo regime. Em cerca de 1500 entradas este foi sempre um espaço de liberdade, sem qualquer constrangimento de nenhuma ordem. Uns chegaram. Outros partiram. A desobediência continua. Agora que confirmamos que estava alguém desse lado o desafio é levar a desordem da rede para a vida. Dos subterrâneos para a rua. Não é possível vergar o jugo com que nos têm domado sem impaciência. Sem pedras da calçada. As urnas de voto, as manifestações, o frenesim peticionário, as proliferações artísticas não bastam. É preciso mais. É preciso derrotar a obediência. No virar desta marca não nos ficamos por agradecer aos leitores e a todos os que ajudaram a divulgar este blogue e fizeram a sua parte a disseminar e a dar letra ao onanismo. Desta vez, a par do agradecimento, o momento é para exortar à acção, individual ou colectiva, por todos os meios necessários.

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8 thoughts on “L’OBÉISSANCE EST MORTE | Um milhão de visitas

  1. Claro que fica bem a qualquer pessoa vir aqui ou a outro sítio apelar à unidade, à desobediência e a outras coisas com vista ao “abalo das estruturas”. No entanto, a passagem à prática já é um capítulo bem diferente.
    Para que ninguém tenha dúvidas (o outro é que nunca as tinha e raramente se enganava), lembro aqui a posição do Renatinho aquando do anúncio público da única coligação de esquerda a concorrer a estas eleições (a CDU não é coligação nenhuma, sempre se soube). Ele foram cobras e lagartos por todo o lado. Disse-se todo o mal possível e imaginável dessa coligação e até se vaticinou o desastre. Ora, quando as pessoas de esquerda clamam por uma alternativa, ela bem ou mal aparece, e as mesmas pessoas a atacam descabeladamente como se fosse a consubstanciação do mal, então aí há que parar para pensar.
    Este tipo de atitudes a que certos círculos já nos habituaram só pode ter uma leitura. Obviamente que tudo é criticável e essa coligação tb. Sempre se apelou à unidade da esquerda e à construção de frentes unidas que nunca existiram. Mas quando surge a primeira tentativa, logo os mesmo prosélitos correm a tentar esmagá-la por todos os meios e invocando todos os pretextos.
    O significado real desta postura só pode querer dizer que ninguém ( e sobretudo esses mesmos) quer confluir em coisa nenhuma. Não querem construir nada. Só pretendem destruir porque destruir é muito mais fácil. Para destruir não é preciso inteligência, experiência, esforço, empenho, planeamento, humildade, interajuda, coordenação, fé, ambição e tantas coisas mais. Para destruir basta a atitude fácil do bota-abaixo, tão típica de certos tugas, sobretudo os que têm de si uma ideia mirifica e pseudo-salvadora. O facto de isso nunca levar a lado nenhum, não os preocupa nem ao de leve. Por isso é que o Sérgio fez aquela balada : “Nós é somos os bons…somos todos muito bons”….
    Não esbanjámos…Não pagamos!!!!!!!!!!!!
    ZM

    1. Olá Zé,

      O Renato não me passou nenhuma\ procuração para o defender, mas é importante dizer duas coisas:

      1. A única coisa que impede o crescimento eleitoral dos partidos “à esquerda” (isto é, aqueles que defendem o mundo do trabalho) é a realidade e a relação de forças. Aqueles que pensam que este ou aquele arranjo de coligação pré-eleitoral altera a substancialmente a dinâmica, não conhece sequer a nossa história eleitoral. Não há nenhuma evidência de que a coligação seja superior à soma das partes.

      Está no boletim de voto todo todo um cardápio de opções à escolha onde rabiscar uma cruz. Todo um conjunto de opções para absorver todas as manias e anti-corpos que existam com fulano e sicrano. As pessoas não colocam lá a cruz porque não querem. Não é porque são estúpidas, é porque não querem.

      2. Houve uma coligação “de esquerda” que ganhou as eleições na Grécia, e passados uns meses voltou a ganhar outro referendo contra a austeridade e a troika. Não lhes faltou legitimidade, nem maiorias na câmara, nada! E que tal começar a retirar conclusões do que se passou?

      Recordo… o nosso objectivo é emancipar as classes populares. As eleições burguesas são um meio. São um meio.

      Abraços

    1. Esclareça:
      1. A mesma que prova que a ideologia marxista é tóxica?
      2. A mesma que prova que a ideologia marxista está morta e enterrada como o seu primo, o Nacional Socialismo?
      3. O que me impede de dizer que, entrando amanhã (como que por milagre) num mundo utópico: “Quem ri por último ri melhor, nós é que sabemos e a história vai o provar.”
      4. Talvez esteja a implicar que a história se repete ou coisa do género, tal afirmação dá pano para mangas e teria que o provar.

      A verdadeira essência de uma teoria manifesta-se na sua prática, no caso da teoria marxista já sabemos no que deu. Também já sei que é provável que me responda “mas o que aconteceu não foi verdadeiro comunismo camarada!”, tal será uma falácia porque eu posso fazer a apologia ao fascismo ou ao nacional socialismo defendendo-me sempre “Amigo, o que aconteceu não foi o verdadeiro fascismo, quem ri por último ri melhor”.

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