Esquerda homo-providencial

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Escolhe Pedro Abrunhosa, que “estava a ouvir para aí pela décima vez” e que considera “um dos nossos melhores compositores do país”,  porque ele antecipa tudo sobre a situação política e vislumbra o “golpe de asa” do qual ele é portador. Acha que “há divisão da própria esquerda” e que essa divisão vai contribuir para a derrota da esquerda que por ele nunca se teria dividido. “A dispersão à esquerda foi lamentável”, afirma, algo que se explica com o facto de todos preferirem “proteger o seu quintal”. A esquerda só pensa no seu umbigo e não no interesse do país”, remata.

2Garante que vai manter a ousadia, apesar de reconhecer que foi a sua ousadia a responsável pelo mau resultado do MAS nas eleições europeias. Nas próximas eleições tudo será diferente porque as pessoas já não têm medo e defende a unidade com todos aqueles com quem se incompatibilizou várias vezes ao longo dos últimos anos. Pré-anuncia uma coligação com o AGIR e o PTP, coligação que nasceu depois do fracasso com o Juntos Podemos, com quem agora se quer entender mesmo que tenham todos cindido há menos de seis meses. Diz que lamenta o fracasso do Juntos Podemos, com quem se incompatibilizou com a Joana Amaral Dias, mas mantém contacto… com a Joana Amaral Dias e acredita que “as conversações em curso” vão correr bem. Tudo porque “as lideranças estão mais conscientes”.

3Também gostava de manter as conversações com o Livre, com quem também já falou. “Agir Mais Livre”, poderia ser o nome de uma grande coligação, “porque não”, senão não vão conseguir ser Podemos ou Syriza. “Podia dar um grupo parlamentar muito forte, entre 5 a 8 deputados”, vaticina. Vinca que não é nem nunca foi “vendedor de banha da cobra”. Ficou “banzado” com Marinho Pinto mas para as presidenciais aprecia a candidatura de “Paulo Morais” porque acha que a esquerda se identifica com ele mas considera que a Raquel Varela, que faz parte de um grupo que com quem também já se zangou e considera inimigo da sua organização, “poderia ser uma excelente candidata presidencial”.

1Como não quer tirar os pés do chão, uff, fecha a entrevista reiterando o elogio a Paulo Morais – “poderá ser e será um voto crítico mas poderá ser uma hipótese” – cujo passado na direita desvaloriza e não se parece interessar ao contrário do passado do Sampaio da Nóvoa que “tem muitas pedras no sapato entre os académicos de Lisboa” com quem tem falado.

Bem vistas as coisa isto não é uma entrevista, é uma tragédia cómica sobre a bipolaridade. As próximas eleições dificilmente trarão grandes novidades no que diz respeito ao combate ao tripartidarismo, mas a confirmar-se a coligação pré-anunciada pelo senhor Garcia estão confirmados bom momentos para combater a depressão. Mal posso esperar pelo circo eleitoral. Venham daí as pipocas! 

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