A propósito da notícia “Nova greve do Metro de Lisboa revolta utentes, que recusam solidariedade”

Caros jornalistas,
Ao ler as declarações de Aristides Teixeira (alegado representante do Movimento de Utentes do Metro de Lisboa), senti-me na obrigação de escrever ao Movimento para demonstrar a minha enorme discordância com as suas declarações, enquanto, eu própria, utente do Metro de Lisboa.
No entanto, uma pesquisa no google, twitter, facebook e por demais vias, não me foi possível chegar a qualquer contacto ou informação sobre o Movimento.
Assim sendo, escrevo-vos para demonstrar a minha repulsa pelas declarações e acima de tudo questionar:
– «“As pessoas estão, na esmagadora maioria, contra estas greves”, afirmou hoje à Lusa o representante do Movimento dos Utentes do Metro de Lisboa, Aristides Teixeira.» – Qual o método estatístico usado para concluir que a “esmagadora maioria” está contra estas greves? Colocaram essa questão antes de a publicarem?
– Que legitimidade atribuem vós, jornalistas, a tal Movimento para que este seja citado enquanto representante de utentes de um serviço público construindo um título que fala em «revolta» e «falta de solidariedade»?
 
– Porquê dar tanto destaque a um representante de um movimento aparentemente fantasma, sem, pelo menos, dar igual espaço a trabalhadores do metro ou seus representantes no que diz respeito às razões desta greve e de que forma, também ela, tem em consideração o direito dos seus utilizadores.
 
Relativamente a outras citações como «Entre as exigências que poderiam levar os utentes a estarem solidários com a greve dos trabalhadores, Aristides Teixeira realçou um “menor preço de bilheteira, uma manutenção capaz do material circulante e também das estações do Metro», leva-me a crer que o tema da greve está a ser desviado para questões que não estarão nas mãos dos trabalhadores, mas nas nossas que devemos dirigi-las a quem decide (por enquanto ao Estado). 
Peço-vos, ainda, que atenciosamente me possam facilitar informação sobre Aristides Teixeira e o seu Movimento para, pelo menos, saber se tal existe e não se trata apenas de one man show a ter demasiada atenção mediática e a denegrir todo um processo de greve que mais não tem feito que não estar ao lado dos seus utentes quando exige melhores condições de trabalho a quem lhes presta o serviço diariamente e não-privatização de um tão precioso serviço que enquanto público, assim se deverá manter.
Atenciosamente e aguardando resposta,
utilizadora diária do Metro de Lisboa e outros transportes públicos.
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4 thoughts on “A propósito da notícia “Nova greve do Metro de Lisboa revolta utentes, que recusam solidariedade”

  1. solidario com as causas justas, apresento-me solidário com a luta dos trabalhadores do metro. E quando as acções me prejudicam o quotidiano mais solidário sou. Porque hoje vejo que a luta de alguém pode amanhã ser a minha luta. Força a liberdade, a solidariedade e a fraternidade são valores que muitos energúmenos tentarão destruir mas não o deixaremos acontecer.

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