“Altar do deboche”, ou como explicar ao César das Neves que eu não sou a sua definição de mulher

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O abominável voltou. Não se entende como é que o DN insiste em levar à estampa esta variação jihadista, que só sai da caverna para blasfemar contra a emancipação feminina, reivindicando que só aos homens cabe aquilo que considera ser o usufruto histórico da sua posição. Afirma que “esta geração de filhos únicos, netos únicos e sobrinhos únicos de parentes divorciados ou amancebados” são “falhos de matrimónio e fertilidade” e que “a emancipação da mulher a masculiniza, desprezando as características femininas, no esforço obsessivo de as provar capazes em jogos de homens”. Elas, pobres e incapazes de usufruir da liberdade, entregaram-se “em nome da liberdade sexual radical”, abrindo mão da “dignidade e equilíbrio, sacrificando essa liberdade no altar do deboche”, processo com o qual o homem, por tradição e natureza, não tem qualquer problema.

A insistência de alguns cruzados em definirem o que é ser mulher é, quase sempre, enternecedora. No caso de César das Neves dá vontade de o ver a lutar ombro a ombro com os fanáticos do ISIS, com quem iria ter uma mão cheia de acordos, e de ser uma das muitas mulheres que a partir do Curdistão os enchem de balas, impedindo que qualquer um deles possa morrer em combate a sonhar com o paraíso. Isso ou fazer coro com Garfunkel & Oates, e cantar ao ouvido do abominável “Fuck Me In The Ass Because I Love Jesus”.

7 thoughts on ““Altar do deboche”, ou como explicar ao César das Neves que eu não sou a sua definição de mulher

  1. Percebe-se que a questão é retórica, mas mesmo assim, cara Leonor Guerra, penso que o DN insiste em publicar as opiniões deste monstro acéfalo precisamente porque são consumidas. O monstro não precisa de amigos, mas tem amigos – muitos amigos – que, inevitavelmente, se fizeram amigos do DN.

  2. Pelos vistos há uma “ulher” que casou com “O abominável”!

    Resta perguntar-lhe “Como é que consegue viver com um marido que realmente não se importa?”

    Quanto à questão mais profunda da degeneração dos seres humanos, que leva ao estado actual em que a civilização se encontra e onde existem, em maioria, animais humanos… Infelizmente este rectângulo de comentar não dá para desenvolver o assunto!

  3. Ia escrever uma coisa, mas depois fui à entrada na Wiki do abominável, li isto, borrei-me a rir e não consegui mais.

    “João Luís Alves César das Neves (Lisboa, 1957) é um economista, catedrático e professor universitário português. É casado e pai de quatro filhos. Foram as únicas 4 vezes em que fez o amor.”

    E tenho um print screen que o prova, no caso de alguma besta resolver retirar este excelente pedaço de humor.

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