Pelo fim das nomenklaturas de todas as estirpes

Trabalhadores-Uni-vos_jpnNão, não sobra a mínima pachorra para diplomacias pífias. Que o MAS mergulhe no obscurantismo, na recuperação do trotsquismo do século passado que não abriu nenhum caminho, é lá com o MAS e com os jovens que tira da universidade para proletarizar. Mas que trate todos à volta como inimputáveis não há paciência. Se todos são inimigos da revolução, essa da qual só eles são os únicos portadores, porque raio insistem em parasitar tudo e todos à sua volta e insistir na propaganda que querem unidade quando toda a sua prática é divisionista? Depois de decapitarem a possibilidade do Podemos em Portugal (mais uma cisão depois de todas as outras) insistem na ideia de que são eles os paladinos da unidade? Que caminho é preciso percorrer para acabar a defender o superior interessa nacional travestido de internacionalismo proletário? Depois de diabolizarem todos os que não quiseram consigo alinhar numa farsa, não deixa de ser reconfortante ouvir as suas reuniões, em particular esta, onde fica claro que é o MAS quem coordena a recolha de assinaturas (ainda que ninguém saiba delas) e que o João Labrincha tem direito de veto sobre qualquer decisão que afecte a sua bílis. Espero bem que vão votos. Que o façam mil vezes. Que seja esse eleitorado que tanto namoram a dizer, em alto e bom som, que o caminho da revolução não pode ser feito sem falar verdade e onde vale tudo como meio para atingir os seus fins. Sobretudo aquelas que, escondidas nos calabouços da sua nomemklatura, continuarão incapazes de produzir o que quer que seja pela sua acção centralizada e teima em olhar para a política como um xadrez que se joga mandando a moral revolucionária às urtigas. Onde quer que esteja o MAS não há futuro, que é como quem diz, onde quer que o MAS se imponha o presente tardará em dar sinais de vida.

Este desabafo não vale só para o MAS e deve servir a carapuça de todos os que, com consciência da sua insuficiência, tratam de olhar para o movimento social como os abutres olham para os cadáveres dos bisontes, depois de acompanhar os últimos passos que dão na savana até chegar a hora da morte. Basta de casta. De todas as castas!

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