Meio milhão a desobedecer

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O L’Obeissance Est Morte ultrapassou as 500 mil visitas em menos de um ano e meio e, quando muitos já tinham anunciado a morte da blogosfera, o conjunto de autores que se lançou na aventura de criar um espaço de pensamento e acção contra o “fascismo económico” confirmou as suas expectativas sobre a escala dos que estão interessados em abordar o quotidiano com a radicalidade proposta desde o primeiro dia. “Alguém estava deste lado. Somos mais.” Desde Outubro de 2013 até agora muita água passou debaixo da ponte e em poucos meses assistimos a algumas mudanças significativas no coração do império. O Syriza pode não vir a fazer muito mas o músculo que o levou ao poder é evidentemente uma boa novidade. O Podemos pode não vir a espalhar a sua poesia além das fronteiras do Estado Espanhol, mas a sua actividade quotidiana e a sua frescura basista são por certo motivos que estão a fazer toda a esquerda questionar os seus pressupostos. Nos EUA, Ferguson revelou que nem no epicentro do regime ele pode dormir descansado. Por este espaço fomos dando conta de lutas tão distintas como aquela que travam os palestinianos, mas também os moradores do Bairro 6 de Maio, os estivadores ou os trabalhadores precários dos call-center e das caixas dos hipermercados do continente. Reflectimos a actualidade do feminismo e os vários feminismos possíveis, o racismo e as suas expressões, o individualismo e a sua hegemonia, o capital, a farsa da sua propaganda e a sua irracionalidade social. Hoje, sobre o espectro da ilegalidade, reafirmamos:

“A luta é contínua e continua, mas nós queremos o fim: chamemos-lhe comunismo ou emancipação TOTAL. Sabemos que a emancipação é legítima mas ilegal, tal como o capital-parlamentarismo é legal mas ilegítimo. A resistência ao fascismo económico não será nem pacífica nem violenta: será o que o MOMENTO decidir! Esperamos muito dos leitores, porque alguém tem que estar deste lado. Somos mais.”

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2 thoughts on “Meio milhão a desobedecer

  1. Não deixa de ser curioso, muito curioso até, que o R. faça uma resenha de alguns dos marcos da luta, de algumas graves situações e alguns alvos e nem sequer mencione a luta da TAP ou dos estivadores a nível nacional e os tratados internacionais a nível global. Estes representam a maior e mais grave ameaça de sempre sobre tudo aquilo que define uma sociedade civilizada. A sua eventual aprovação significará que ainda iremos ter muitas saudades da democracia dita burguesa, da cidadania mitigada que vivemos hoje, da soberania raquítica que criticamos e, sobretudo da pp ideia de direitos humanos, sociais, laborais e ambientais de que nos orgulhamos. O respectivo silêncio deve querer dizer alguma coisa…..ou não??????
    Não esbanjámos…….Não pagamos!!!!!!!!!!!!!!!
    ZM

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