De quem são as sombras?

Estou um bocado cansada que a emancipação não seja capaz de mais do que uns statements às horas certas, em qualquer rede social, onde a vibração com o erotismo pacóvio em mobiliário lusitano encenados para a tela do cinema, fale sempre mais alto que a ideia de matar a sede pela vida. O alvoroço com a frágil película do Fifty Shades of Grey, como se não bastasse para evitar o barrete a má publicidade de ver que quem mais as aprecia é quem menos sombras garante ter, bateu todos os recordes de audiências e de entusiasmo. Há coisas que alguns fados explicam melhor que os chicotes e de pouco servem blockbusters como este para que mais gente saiba que não há rios sem rebeldia, abandonando as juras que os seus vão sempre serenos da nascente ao mar alto, a navegar normativos. Qual negacionistas praticantes ou, se preferirem, criacionistas ateus, dificilmente a frágil película levará mais gente a perceber que a “lapa sofra e à pedra diga, adeus poesia”. Querem desafiar barreiras, do amor ao sexo, desafiem, não é preciso comprar bilhete. Um filme de merda é sempre um filme de merda, mesmo que se faça dele um manifesto para nunca levar à letra.

Ver também o testemunho de algumas actrizes pornográficas sobre o filme.

Deixe o seu comentário.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s