Embuste

French President Hollande is surrounded by head of states as they attend the solidarity march in the streets of ParisScreenshots_2015-01-12-09-27-04

Os órgãos de comunicação social que alinharam neste embuste (o DN é disso um exemplo extremo) sabem bem que ele não reflecte só a mentira em causa. A propaganda organizada, que desta vez deixou cair a máscara, é a mesma que alimentou a ideia das armas de destruição maciça no Iraque, nos escondeu Abu Ghraib e a mão cheia de crimes de guerra praticados pelas principais potências, do Mali ao Afeganistão, da Venezuela à Palestina. O maior significado deste embuste é que à sua imagem, todos os outros foram feitos em consciência, num sistemático atentado à liberdade de expressão. Paradoxalmente a sua denúncia tem um mérito inolvidável – um imenso aplauso aos jornalistas que não se vergaram – é  que ela fez mais pelo alinhamento dos réus de Charlie Hebdo do que qualquer Tribunal Penal Internacional. Às vezes a ditadura do espectáculo mata os ditadores. Estes, ao contrário dos que foram assassinados, em Charlie Hebdo e um pouco por todos os países em que as “democracias ocidentais” transformaram em atoleiros, ficaram feridos de morte.

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