Isto não é o mundo de Alice nem o país das maravilhas

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No labirinto do labirinto o mais certo é que alguns ratos sejam os primeiros a descobrir a saída, mesmo que haja escutas de vários políticos e magistrados a pedir favores. Como gostava de dizer Palos, o director do SEF e um dos cabecilhas do esquema de corrupção que tem vindo corajosamente a ser desmontado, tudo funcionava “à portuguesa”. Veremos se depois de “pela primeira vez um juiz prende um director de uma polícia”, a justiça se verga à siciliana ou se cumpre o papel que devia cumprir sempre num Estado de Direito. É que, ao contrário das fábulas Lewis Carroll, este país é mesmo o que parece.

“Furioso diz para o rato, que ele conheceu em casa:

“Vamos logo para o tribunal: nós dois. Eu vou te processar! —Pode, vir logo, não vou querer adiar nem um minuto o julgamento vai ser agora. Não tenho mesmo nada para fazer esta manhã.”

Disse o rato para o monstro:

“Este processo, prezado senhor, sem júri ou jurados, vai ser uma grande perda de tempo.”

“Eu serei o júri. Eu serei o juiz,” respondeu o esperto furioso.

“Eu vou te julgar agora e agora, vou condená-lo à morte!”

Excerto de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll

lavender labyrinth

2 thoughts on “Isto não é o mundo de Alice nem o país das maravilhas

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