A morte de Casanova e a sua importância para a política

Um partido funciona sobre o militante como o estado funciona sobre o cidadão. Claro está que há diferentes partidos assim como há diferentes estados, e o grau de liberdade formal e de integração de mecanismos formais e informais de participação política fazem toda a diferença. Mas, nos partidos como nos estados, existe uma necessidade de realização do consenso. O que se passa num partido dito “democrático moderno”, como num estado igualmente dito “democrático moderno”, é a necessidade essencial de gestão de “liberdade” que permitirá a gestão de “desigualdades” num campo de “legitmidade inquestionável”. Os militantes, como os cidadãos, não se encontram num espaço de liberdade entendido como espaço em que os intervenientes não são nem dirigidos nem dirigentes. Num partido, como num estado, é-se sempre uma dessas coisas. E convém sempre ser dirigente, porque dá imenso jeito para fazer consenso.

Casanova_consenso

Se não percebemos por estes tempos, já deveríamos tê-lo feito: o consenso está sobrevalorizado. O consenso é merda. O consenso não é grau zero da política porque é -100% de política e, como o Dantas, cheira mal da boca.

Portanto, eu olho para o centralismo democrático como atrito à capacidade política dos militantes comunistas. Também por isso, o ciclo da vida dos centralistas democráticos beneficia o decréscimo desse atrito na inovação política e abre condições de possibilidade, sendo importante para a política.

Casanova_centralismodemocratico

(fim abrupto de post sem inclusão da palavra “devir” porque afinal pôs-se sol e tenho de ir estender a roupa)

29 thoughts on “A morte de Casanova e a sua importância para a política

  1. Com todo o respeito,pelos restantes leitores porque pelo autor não o consigo ter, este texto é de uma baixeza inigualável, é mais do que isso, é abjecto!
    Atacar um Homem quando ele não se pode defender é cobardia, o que demonstra muito sobre o carácter do auto.
    Não concorda com os seus ideais? Está no seu direito, e até pode (e aliás deve!) discuti-los e até contra-argumenta-los se a sua tese for distinta, talvez não o consiga e por isso dê largas ao seu profundo preconceito e ignorância em ataques pessoais a um Homem (com H grande) que lutou para que o senhor pudesse sequer escrever este texto e ter as ideias que bem entender.
    Mas é minimamente estranho que a maioria dos que “sofrem” desse centralismo democrático (que aliás, tenho as minhas dúvidas que sequer compreenda o conceito na teoria, quanto mais saber aplicá-lo na prática), muitos deles pessoas com um valor intelectual e tantos outros campos muito superiores a mim ou a si,se sintam efectivamente à vontade para expor as suas ideias as suas convicções relativas aos mais variados assuntos e após extensa e detalhada acabem por concordar maioritariamente numa solução, independentemente de ser aquela que inicialmente tinham, não acha?
    Isto ocorre fruto de uma discussão franca, aberta e com respeito por todas as opiniões, não assenta em ataques pessoais ou em ninharias.
    Quero por fim deixar a minha sentida homenagem a um Homem de carne e osso que irei sempre admirar.
    Até sempre Camarada Zé!
    “Ele à de voltar…E à de ser milhões!”

  2. (…) Nasci em 1978. Cresci na Graça e noutras ruas da amargura. Sou filho de comunistas e órfão de militância organizada.(:::)E estúpido como uma porta!!!!! Podias até ter muito a dizer sobre o centralismo democrático, mas escolher o meu querido camarada Zé Casanova (no dia a seguir ao seu falecimento) para figurares tudo isso, é no mínimo mórbido, cura-te.

  3. Este é um texto de crítica política e não um texto sobre carácter de alguém. É triste ver alguns acólitos do pcp virem aqui e noutros lados confundir as coisas, triste mas nenhuma novidade na frente oriental.
    c.r.

  4. Eu não teci uma única consideração sobre actos concretos do homem concreto e, mesmo se o fizesse, apenas seriam ataques pessoais se não tivessem um significado eminentemente político e não pretendessem significar nada mais do que uma espécie de “assassinato de carácter póstumo”. Sobre assassinatos de carácter, talvez tivéssemos muito que falar… Mas nem vamos por aí. Quantos aos desejos de morte, Mónica Casanova, estás à vontade porque os teus desejos são o teu espaço de liberdade irredutível: não há centralismo democrático no mundo dos desejos.

    1. Parabéns pelo ridículo do teu texto de apresentação neste blog. Conseguiste captar atenção mas não passa de um vómito anti-comunista de alguém com a ideade mental de uma adolescente de 17 anos. Sério, cultiva-te para não fazeres figura de urso.

    2. ah, e já agora, os heteronimos não enganam. Aparecem estes heteronimos da treta porque alguem tem falta de tomates para se chegar à frente e discutir. Palhaçada Renato. Ao menos sê sério.

  5. zé manel, estou contigo
    estou contigo na media em que nada tenho contra o Casanova em especial mas muito contra o centralismo democrático.
    já lá passei horas suficientes a ouvir o que “o partido aponta”
    a fulanização foi eficaz para se perceber pelos comentários que, contrariamente ao que afirmaste, o ciclo de vida do centralismo democrático não está a terminar. o PCP está cheio deles. Casanovas de 2º e 3ª geração q irão liderar as presentes e futuras “lutas” . são é medíocres e desprovidos de qq capacidade argumentativa. o ataque histérico é a sua especialidade
    tenho pena q a vida política nacional vá perdendo os seus Casanova. foram homens com ideias e combateram por elas e isso já não existe
    restam-nos os que lhes vestem as vestes mas que lutam apenas em benefício próprio
    todos querem uma colherada!
    be brave :)

  6. «Portanto, eu olho para o centralismo democrático como atrito à capacidade política dos militantes comunistas. Também por isso, o ciclo da vida dos centralistas democráticos beneficia o decréscimo desse atrito na inovação política e abre condições de possibilidade, sendo importante para a política.»
    Não, não é um ataque pessoal; dizer que a morte do Casanova, um centralista democrático, beneficia a inovação política (ao diminuir o atrito na capacidade política dos militantes comunistas) não é um ataque pessoal. É apenas parvo e cruel.

    1. E é um ataque coletivo a todos os militantes comunistas que defendem o centralismo democrático cujo ciclo de vida chegou ao fim.
      Um bom comunista é um comunista morto, não é verdade? A chatice é que eles brotam que nem cogumelos…
      Já este “Clemente” nenhum benefício traz à inovação política…!

  7. O Clemente não é doente, mas espertíssimo… não faz crítica à pessoa, mas aproveita-a e desta faz um meme com legendas tão engraçadas como um, dois, três pares de lambadas nas fronhas do ladino, azougado Clemente. Isto que em cima se lê não tem ponta por onde se lhe pegue e se aparentemente tem Rancière, dir-se-ia que nas mãos de Clemente, Rancière passa a ranço mal lido, ou antes, não lido de todo. Nem sequer treslido. De uma ilimitada estupidez, isso sim. O Clemente, Zé Manel (que bem escolhido nome te deu a tua mãe que Deus tem?) acordou a meio da noite e andou a coçar-se todo porque os assuntos da política o impressionam muitíssimo e disse-se:
    – A corda de roupa que se lixe, estou preocupadíssimo com o centralismo democrático e agora que se lhes morreu este, vou-me a ele.

    nota; o Clemente pensa no mundo assim. É ele para um lado e os outros para o outro. Ora, puta que te pariu, Clemente.

      1. o cobardolas é teu amigo…. também cá andas. e estes heteronimos da treta so enganam quem quer ser enganado. apareceu do nada um clemente e andava preocupado com o centralismo democratico… no meio de tanta estupidez essa foi para rir! ah e tal… não é o renato, é o ”clemente”. o gajo come qualquer coisa que lhe faz mal e depois transforma-se em clemente, leonor… sim, CVTOC, a malta acredita nestas boas intenções.

      2. Cobardolas U, outra vez? Não me custa repetir: quando escrever sobre Casanova assino por baixo. Eu sei que sabe que será assim. É isso, imagino, que tanto o irrita.

  8. O clemente é cobardolas, javardo, doente e um filho da puta refinado. Se eu te conhecesse, nem o centralismo democrático te valia. A puta que te pariu.

  9. Rita Veloso, um bom comunista não é um estalinista. E note que não é uma figura de estilo. Um estalinista elimina o adversário sem discussão e depois escreve a acta. Mas…como a história já devia ter demostrado à camarilha golpista de que José Casanova foi a peça chave, Estaline matou aos milhões e mesmo assim não conseguiu reescrever a História. Coragem aos comunistas ultrajados por esse regime e a todos quantos José Casanova perseguiu e ajudou a perseguir.
    f.

    1. “Rita Veloso, um bom comunista não é um estalinista.”

      Mas a Rita Veloso, a ser militante do PCP e a seguir as orientações do seu partido, nem sequer é estalinista. Aliás, pode dar-se o caso de nem ser comunista, e ser apenas uma “democrata” e “patriota”.

      O que é isso do “estalinismo”?! E como pode um partido que apoiou as teses do XX Congresso do PCUS ser “estalinista”, um partido que ajudou a varrer o legado de Estaline. Acusar de “estalinista” um partido que não editou um único livro de Estaline. O PCP não merece o elogio de ser chamado “estalinista”.

      Que merda de boneco de palha é este?!?!

      “Um estalinista elimina o adversário sem discussão e depois escreve a acta”

      Então eu sou estalinista. Trotsky e Lenine também o são. Todo o revolucionário é estalinista.

  10. Um bom post sobre o centralismo democrático e que tem a piada de colocar uns “memes” com o Casanova, feito grande ideólogo do Marxismo-Leninismo (e por conseguinte do próprio centralismo democrático), desde o ano 2000.

    “aí, mas o camarada morreu e não se pode fazer piadas associadas à sua imagem”. Não acredito que acreditem nisso. O vosso raciocínio é idêntico àquele norte-coreano que chorava baba e ranho enquanto alisava uma folha de jornal amarrotada que tinha a fotografia do Kim Il Sung. Nada Marxista, nada Leninista e muito menos de Marxista-Leninista.

    Mas o que é absolutamente extraordinário é a extrema agressividade com que os camaradas reagem ao post, rasgando as vestes por causa de supostos ataques pessoais ao Casanova (que está claro só existiram nas suas cabecinhas fanáticas); insultando, ameaçando, desejando até a morte a quem se atreveu no mesmo post criticar o centralismos democrático (“um ataque colectivo a todos os militantes comunistas”, Rita? Não tens a noção da dimensão do disparate?), a quem se atreveu, dizia, a criticar no mesmo post o centralismo democrático e a meter uma foto do Casanova sem um choroso comentário do tipo “até sempre camarada” ou “Homem com H grande”

    Pois bem: Já naveguei bastante em fóruns de fascistas, nomeadamente na altura em que os corremos da manifestação contra o desemprego em Lisboa, e as vossas reacções de ódio, parece-me mais dignas desses otários fetichistas do que de pessoas que se auto-intitulam do comunismo.

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