Não pode haver respeito com quem não se dá ao respeito. Um trabalhador que fura uma greve, é grave. Um sindicato, uma confederação sindical e vários partidos de esquerda, é inqualificável.

Metro 1

É confrangedor o silêncio, sobretudo dos partidos de esquerda mas também da direcção da CGTP, sobre a indefensável posição da Fectrans, federação sindical que a menos de 12 horas de uma greve a desconvocou*. A justificação é anedótica, uma vez que o interesse dos utentes, como tantas vezes sublinharam, é defendido através da luta, não da capitulação. Por isso afirmei, e reafirmo, que com sindicatos assim ninguém precisa de patrões.

Tenho para mim que nem todas as greves são boas. Esta em particular, como as que ocorrem na generalidade do sector dos transportes, parece-me justa ainda que algo repetitiva e pouco eficaz. Olho com bastante mais simpatia para a abertura dos torniquetes como fizeram os sindicatos na Grécia ou em Espanha, medida que prejudica unicamente as Administrações e coloca os utentes ao lado da luta dos trabalhadores.

Infelizmente, esta está longe de ser a razão que levou à suspensão da greve do Metro anunciada para hoje. Estas irão voltar, dentro dos parâmetros da legalidade que nos tem sequestrado a vida e que tão bem assenta na estrutura burocrática em que se converteu a direcção da CGTP. Se depois do recuo na travessia da ponte o governo teve garantias que iria até ao fim, esperemos que a esta declaração de desistência não corresponda à privatização do Metro de Lisboa.

*Rectificação: A comissão de trabalhadores acabou por subscrever o recuo do Sindicato. 

Metro 2

15 thoughts on “Não pode haver respeito com quem não se dá ao respeito. Um trabalhador que fura uma greve, é grave. Um sindicato, uma confederação sindical e vários partidos de esquerda, é inqualificável.

  1. E va-se lá saber quem é esta personagem, que realmente demonstra ser mENOR na mentira que escreve.

    Ponto 1º – A Comissão de Trabalhadores do Metropolitano, em dialogo e depois de estudados os factos que levaram a suspensão da greve, apoiou SEM RESERVAS essa mesma acção!
    Ponto 2º – É verdade que o sindicato afecto a FECTRANS e por isso mesmo a CGTP debateu e decidiu com as restantes ORT’s aconselhar os trabalhadores do Metropolitano (perante uma atitude inusitada, irresponsavel e impensada porque se foi pensada quem a pensou fê-lo politicamente e com dolo ao decretar serviços minimos) a apresentarem-se nos seus postos de trabalho e levarem a cabo as suas tarefas de forma normal.
    Ponto 3º – É manifesta a ignorancia, o desconhecimento ou a intenção politica de quem escreve o texto deste blog de denegrir e ou atacar neste caso a CGTP, quando basta muito superficialmente analisar o comunicado das ORT’S do Metro aos seus trabalhadores para perceber que foi este mesmo comunicado subscrito pela FECTRANS, mas tambem pelos STTM, SINDEM, SITRA, SENSIQ, FETESE. Quem percebe sabe quem são, mas para maiores esclarecimentos revelo desde já existirem nesta lista intervenientes da CGTP, da UGT, e Independentes.

    Como vêm mENOR ou é um refinado mentiroso/a, um/a ignorante que escreve sem saber o quê ou um submarino politico sindical, entre os trés venha o diabo e escolha que eu já me decidi.

    1. Pedro Cardoso Eiras, segundo percebo para si basta que os fura-greves já não falam sozinhos para que tenham razão, é isso? É que a notícia que circula é clara sobre a vontade da CT manter a greve. De resto, disse-o a própria FECTRANS em directo no telejornal. Relativamente ao recuo, nem comento, posto que aceitando o argumento da segurança não deve haver mais nenhuma greve que possa ser feita na legalidade.

      1. mENOR, já percebi que para si é facil fazer de meia duzia de trabalhadores a frente de luta e que se lixem se der para o torto. Felizmente, para as ORT´s do Metro as coisas não se passam assim, as situações são anailzadas ponto a ponto e as consequencias PARA OS TRABALHADORES ENVOLVIDOS, são sempre o peso maior a tomar em conta. REPITO_LHE E DESAFIO QUE QUER QUE SEJA A DESMENTIR O QUE AQUI DIGO DE CARA LIMPA E EXPOSTA: TODAS AS ORT’S ENVOLVIDADAS ACHARAM, OU PELO MENOS COCORDARAM COM A MAIORIA, POR BEM OPTAR PELA SOLUÇÂO DE NÂO DEIXAR O METRO CIRCULAR EM SITUAÇÂO DE SEGURANÇA PRECARIA PARA TRABALHADORES OU PASSAGEIROS! Se a vontade das ORT´s era essa, certamente que não era ou não teriam como é obvio marcado a greve em primeira instancia, so alguem muito tapadinho ou com (in)sondaveis objectivos não o vê!

        De novo lhe vou repetir, nenhuma ORT digna desse nome deixa trabalhadores em posição dificil como seria o caso ao levar a cabo serviços minimos ou a recusar, neste momento, a execução dos mesmos contra a decisão podre do CES.

        Mais lhe digo, nunca as ORT’s em causa nem os Trabalhadores do Metro ficaram a dever nada a ninguem quando se trata de lutas laborais ou sociais neste país, muito pelo contrario estiveram e estão sempre na primeira linha, agora o que não são é parvos ou manobraveis como as vezes se pensa ou se pretende que sejam.

        Chega-lhe a explicação ou precisa de mais algum esclarecimento?

  2. Com um comboio a circular, em toadas alinha, de 40 em 40 minutos; o perigo era real! Quem ia ficar mal na fotografia, era a empresa que não acautela a situação? Não era expectável esta definição de serviços mínimos. No metro a segurança dos utilizadores só está acautelada se não circularem comboios e a aderência teria sido essa… estariam acautelados os processos disciplinares contra os trabalhadores? se calhar não. A luta é assim mesmo, às vezes há que recuar um passo para avançar dois. Quem luta sabe isso.

      1. Ninguem excepto os trabalhadores que recusassem os serviços minimos como é obvio que logo a partida já estariam com um processo disciplinar as costas….

        mENOR já esteve sujeito a pressão de um processo disciplinar, mesmo que injusto, para despedimento? Não me parece ou não brincaria com as palavras de forma despreocupada como faz..

  3. Furar uma greve é sempre grave. O facto da CT se ter colocado de acordo com o Sindicato para tamanho disparate torna a questão ainda mais grave. É assim que se perdem lutas e se afastam os trabalhadores dos sindicatos.

  4. Caro José já não vivemos no tempo do fascismo. a greve é um direito de todos os trabalhadores se o senhor é um daqueles que só sabe olhar para o seu umbigo ganhe coragem de ser cidadão e abra os seus horizontes

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