Jerusalém Oriental is burning

Temos de reconhecer que em matéria de pragmatismo humorístico os representantes políticos israelitas têm sempre uma bela resposta na ponta da língua. Às declarações do governo  brasileiro sobre o uso desproporcional de força em Gaza, o porta-voz do Ministério dos negócios estrangeiros israelita, Yigal Palmor, respondeu: “desproporcional é levar 7 a 1”. Ao reconhecimento do Estado palestiniano da parte do governo sueco,  o ministro israelita dos negócios estrangeiro, Avigdor Lieberman, responde em comunicado: “O governo sueco tem de compreender que as relações no Médio-Oriente são mais complicados que montar móveis IKEA”.

Mideast Israel Palestinians

Mas o malabarismo com as palavras entre pragmatismo humorístico e o pragmatismo político, distrai do essencial: a perigosidade do Estado de Israel. Jerusalém oriental tem dado, neste últimos dias, sinais de fogo sobre o horror das condições de vida sob domínio colonial. Gidéon Levy fala aqui do apartheid que se vive em Jerusalém, questionando-se como é possível não haver mais atentados: Israel decide acelerar a construção de colónias, cerca de 1000  alojamentos; Israel prende 900 palestinianos; Israel fecha a esplanada das Mesquitas aos muçulmanos. E até o L´Express (jornal marcadamente de direita) mete um ponto de interrogação depois de deixar por escrito “terceira intifada”.

Jerusalém is burning.

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