Loukanikos (2004-2014). Elegia pelo Cãompanheiro Salsicha.

Chegou-nos por entre águas de Outubro a noticia da morte de Loukanikos, o cão do estrilho. Com quatro patas de coragem e faro para a revolução, o compromisso do Salsicha provou que neste lado da barricada há quem não tenha medo de ladrar e de ao mesmo tempo morder.

Dizem que antes de falecer os samurais japoneses exalavam por entre os seus últimos respiros um poema Haiku composto ante a certeza da morte. Salsicha nunca deixou de rosnar ao capital e nunca deixou de abanar a cauda à plebe e ao proletariado.

Neste seu retorno ao grande nada deixamos as palavras de Gessu Shoko, falecido em 1696:

Inspirar, Expirar

Para a frente, para trás

Setas, feitas voar uma contra

A outra

Encontram-se a meio caminho e cortam

O vazio em voo perdido

Regresso assim à fonte.

loukanikos041

 

3 thoughts on “Loukanikos (2004-2014). Elegia pelo Cãompanheiro Salsicha.

    1. Até mesmo a austera cultura japonesa se permite alguns excessos aos que vivem os seus últimos momentos. A métrica 5-7-5 é então perdoada aos Samurais que tenham honrado o seu senhor. Eram assim as vicissitudes do modo de produção asiático

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