GG como JJ

O decor, o movimento de braços bem articulado com o banco do jardim, os cabelos cortados com precisão revolucionária, o vocabulário, a expressão dramática, os pontapés na gramática, o estilo gigolô dos anos oitenta, o olhar profundo a aliar o cepticismo à convicção. A política tem finalmente direito ao seu Jorge Jesus, sendo que a única diferença é que a classe operária vai mais à bola com o Benfica.

Alguém um dia talvez me consiga explicar esta mania da esquerda radical querer forjar líderes à força. Do Tavares à liderança bicéfala, do Gil Garcia ao Pedro Filipe Soares, porque razão as figuras públicas das organizações respondem mais a jogos de poder internos do que a critérios políticos tão fáceis de definir e perceber? Porque será que na hora de se definir a política o “pensamento recuado da classe” serve para justificar todas as derivas e na hora de escolher um porta-voz já todos se borrifam para o potencial empático do líder nas massas?

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