Sabra e Chatila: Retratos de Israel

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Sabra e Chatila começou há 32 anos. Se sobre os dias do horror nada há a acrescentar ao que escreveu Jean Genet, a leitura política dos factos continua longe de gerar consenso. Na imagem acima, retirada do filme a Valsa com Bashir, ironiza-se a estratégia de Israel sobre o assunto, apontando o dedo a um dos filmes que alinhou pela desculpabilização de Israel relativamente a factos que não teriam lugar sem a sua existência.

A limpeza étnica, crucial para a concretização do “Estado Judeu”, não teve em Sabra e Chatila o seu primeiro capítulo, longe disso. Desde o delírio de Herzl que tal é uma realidade. Por mais que isso custe aos propalados sionistas de esquerda, Israel é um Estado racista, intrinsecamente segregacionista e por isso mesmo abraçou parte significativa da loucura do III Reich menos de 10 anos depois da vitória da resistência.

Sabra e Chatila são por isso simbólicos porque o que ali se passou já se tinha visto em muitas cidades e vilas palestinianas arrasadas na nakba (significa “catástrofe” ou “desastre” e designa a expulsão e o massacre imposto a partir de 1948 com a fundação de Israel) e porque se voltou a ver em Jenin, Hebron, Ramallah, Bet-Jalla, Nablus ou mais recentemente em Jabalia, Shejaiya ou Gaza.

Nota – Hoje haverá uma concentração em frente à Embaixada de Israel para lembrar e combater Sabra e Chatila. Mais informações aqui.

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